O United Auto Workers (UAW) chegou a um acordo provisório com a General Motors (GM), informou a mídia dos Estados Unidos nesta segunda-feira. Com o novo acordo, o sindicato dos trabalhadores na indústria automobilística norte-americana alcançou acordos provisórios com todas as três grandes montadoras que podem por fim à greve de autos nos EUA.
A greve da categoria entrou no 46º dia nesta segunda-feira. Espera-se que o acordo da GM siga o padrão estabelecido na Ford, que foi a primeira a fechar um acerto provisório com o UAW, na noite de quarta-feira. O acordo provisório UAW–Stellantis foi alcançado na noite de sábado.
Os acordos Ford e Stellantis incluem um aumento salarial de 25% antes do novo contrato expirar em abril de 2028, reajustes de custo de vida – que foram suspensos em 2009 – reinstituídos, aumento acentuado do salário máximo e do salário inicial e redução no cronograma para trabalhadores obtenham o salário mais alto de oito anos para três anos. Além disso, fica acertado o direito à greve em caso de fechamento de uma fábrica.
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Os acordos entre Ford e Stellantis incluem ganhos mais de quatro vezes superiores aos que os trabalhadores receberam no contrato de 2019, disse o UAW.
O Conselho Nacional Ford do UAW votou por unanimidade no domingo para enviar o acordo provisório aos membros. O Conselho Nacional Stellantis do UAW está programado para se reunir na quinta-feira.
Como foi a greve de autos nos EUA
A inédita greve nas três grandes montadoras norte-americanas de uma só vez, nos 88 anos de história do sindicato, começou em 15 de setembro passado depois que a entidade não conseguiu fechar um acordo sobre um novo contrato dentro do prazo.
O UAW calculou que 13 mil trabalhadores entraram em greve no primeiro momento, o que representava cerca de 10% dos sindicalizados da indústria automotiva. Mais instalações das três grandes montadoras paralisaram suas atividades nas semanas seguintes.
Com Agência Xinhua
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