Comando

Em Brasília, muitos estranham que a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, esteja cuidando da vinda dos produtores de semicondutores para o Brasil. Com a concessão de isenções fiscais, inclusive do Imposto de Renda, a expectativa era que o Ministério da Fazenda estivesse no comando. O que, provavelmente, levaria as empresas candidatas a aqui se instalar a procurar uma vaga na China.

Macro-tarifas
No início do ano, este jornal publicou matéria sobre proposta da Nokia de implantar no Brasil sistema de micro-recarga de celulares pré-pagos. O objetivo seria viabilizar o uso pelas classes C e D, que nem sempre têm disponível dinheiro para compra de um cartão de recarga. Assim poderiam, pagar um pequeno valor por alguns poucos minutos, sistema implantado com sucesso nas Filipinas. O representante da Nokia só engasgou quando perguntado por esse jornal sobre a diferença de tarifa entre os dois países.
Estudo da Anatel sobre o assunto chegou a conclusão parecida. Foram analisados os casos da Índia e África do Sul, além das Filipinas. A pesquisa mostra que o sistema pode ser uma boa oportunidade para a universalização das telecomunicações no Brasil. Mas faz a ressalva: “Todos os três países analisados possuem tarifas de telefonia bem menores que as praticadas no Brasil, mesmo levando-se em conta a alta tributação na Índia. Desta forma, o sucesso da implantação da micro-recarga pode ser potencializado através de uma redução de tarifas para planos pré-pagos, bem como dos tributos cobrados nesta modalidade de plano.”

Subsídio
O preço do menor crédito nas Filipinas é de US$ 0,59 e representa uma tarifa de US$ 0,20 por minuto; na Índia, os valores são US$ 0,22 e US$ 0,04, respectivamente. Na África do Sul, país de renda per capita superior à brasileira, são cobrados US$ 0,83 pelo menor crédito, com tarifa de US$ 0,40 por minuto. No Brasil, o valor da menor recarga é de US$ 4,65, com tarifa de US$ 0,48. Aqui, as empresas optam por maior subsídio na venda dos aparelhos, mas operam com tarifas mais altas.

Camelôs
O estudo da Anatel vê boas possibilidades no desenvolvimento de canais de comercialização. Nas Filipinas, foram criadas 400 mil ocupações; no Brasil, diz a pesquisa, poderia haver espaço para a criação de dezenas de milhares de varejistas, e estes postos poderiam ser ocupados por pessoas com o mesmo perfil da função nas Filipinas, ou seja, estudantes, domésticas e pequenos comerciantes.
Um plano piloto foi implantado pela Sercomtel, no Sul, e os primeiros resultados parecem bons, na avaliação da Anatel.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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