Comércio carioca espera bons negócios com o Réveillon

Data anima bares e restaurantes com expectativa de alta; em cidades litorâneas e com festas tradicionais, promessa de aumento em vendas pode chegar até a 40%

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Fogos do Réveillon com o Cristo Redentor (Foto: Fernando Maia/Secom-RJ)
Fogos do Réveillon com o Cristo Redentor (Foto: Fernando Maia/Secom-RJ)

Estimativa do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio) e do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (Sindilojas-Rio) aponta que as vendas devem crescer 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com Aldo Gonçalves, presidente das duas entidades, neste término de ano, as expectativas do comércio com o Réveillon são promissoras. Estamos certos de que os ramos de vestuário e serviços de entretenimento, além de bares e restaurantes, possam beneficiar-se mais do que em 2022.

“A fim de atender consumidores o comércio se preparou para atender as demandas por produtos que se relacionam com o Réveillon, como roupas (a tradição é pela cor branca), sapatos, tênis, chapéus, charutos, entre outros produtos e serviços ligados a esse momento do ano”.

Ainda segundo ele, “o comerciante precisa estar antenado o tempo todo com os festejos sociais para oportunizar negócios. A mudança de calendário constitui fonte de maiores expectativas para os rumos da economia brasileira ano que vem, ao mesmo instante que serve de aprendizado para inovações. A chegada da IA e a disseminação do 5G farão muita diferença nesse processo, que pode resultar na melhor gestão do estabelecimento e ganhos de produtividade e lucratividade. Basta saber como utilizá-los. O comércio necessita aprender com as experiências, atuando no presente com as melhores ferramentas a fim de conseguir superar a concorrência, fazendo a diferença empresarial junto a sociedade”.

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Já de acordo com o levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o Ano Novo tende a alavancar de 30% a 40% as vendas do setor, em comparação a uma quinzena normal.

O cenário é parecido em outras cidades litorâneas do país. Em Recife, a expectativa de aumento nas vendas neste final de ano, é de até 10% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Já em relação a uma semana comum, o faturamento pode crescer até 15%. Em Fortaleza, o contexto é ainda mais promissor. Em comparação aos últimos meses, a estimativa é de que haja crescimento de até 20% nas vendas; em relação ao ano passado, a situação deve se manter estável.

Ainda segundo a Abrasel, em Salvador, o setor espera que haja aumento das vendas entre 10% e 15%, em comparação ao mesmo período do ano passado; em comparação a uma semana normal, a expectativa sobe para 30%.

Para o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, o aumento do movimento no setor reflete não apenas o otimismo para o final deste ano, mas também sinaliza uma perspectiva positiva para o setor em 2024.

“O Réveillon é uma data importante para o setor de bares e restaurantes, pois traz consigo uma expectativa de aumento significativo no faturamento, tanto na reta final do ano quanto após a virada. O período coincide com o verão e a época de férias, que tradicionalmente já traz maior movimento aos estabelecimentos em todo país, principalmente nas cidades litorâneas. Isso pode trazer um alívio para os 23% das empresas do setor que ainda operam sem fazer lucro. Essa boa notícia neste fim 2023 sinaliza para um bom 2024 para os bares e restaurantes, que estão otimistas”, afirma.

Além disso, estudo da Linx aponta que os setores de alimentação e calçados fez com que o mês de dezembro chegasse na reta final com saldo positivo: as vendas em lojas físicas cresceram 5,8% entre os dias 1º e 25, em comparação com o mesmo período do ano passado. O setor de food service, considerando delivery e lojas físicas, teve um crescimento de 9% nas vendas durante a semana do natal, em comparação com o ano passado. O valor transacionado também registrou aumento de 9% em relação a 2022.

O setor de alimentação já vinha sentindo os impactos positivos das festas de final de ano durante a primeira quinzena de dezembro, que registrou aumento de 8% no total de vendas em comparação com o mesmo período no mês anterior. Para Tiago Mello, CMO da Linx, o aumento nesta semana é natural e esperado pelos varejistas.

“As vendas de final de ano muitas vezes ajudam comerciantes a fecharem seu caixa do ano inteiro, pois é um período no qual o fluxo de clientes tende a aumentar de forma considerável”, explica.

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