Comércio carioca vendeu -1,7% em fevereiro

Segundo CDL, mês é curto, tem férias e Carnaval (bom para bares, restaurantes e hotelaria) mas não impacta o varejo em geral.

Rio de Janeiro / 16:10 - 12 de mar de 2020

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O comércio lojista da Cidade do Rio de Janeiro vendeu menos 1,7% em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2019. É o segundo resultado negativo do ano (janeiro registrou menos 1,5%). Os dados são da pesquisa Termômetro de Vendas divulgada mensalmente pelo Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio), que abrange cerca de 750 estabelecimentos comerciais da Cidade. No acumulado do ano (janeiro/fevereiro de 2020) em comparação com o mesmo período de 2019 as vendas caíram 2,0%.

A pesquisa mostra também que todos os setores do ramo mole (bens não duráveis) e do ramo duro (bens duráveis) apresentaram resultados negativos. Os que tiveram as maiores quedas no faturamento no ramo mole foram calçados (-4,3%), confecções (-3,6%) e tecidos (-2,8% %) e no ramo duro (bens duráveis) óticas (-6,5%), móveis (-5,8%), jóias (-5,0%) e eletrodomésticos (-3,5%). A venda a prazo com menos 2,8%% e a venda à vista com menos 1,5% foram as formas de pagamento preferidas pelos consumidores.

Também o faturamento das lojas conforme a localização dos estabelecimentos foram negativos. No ramo mole (bens não duráveis) as lojas da Zona Norte venderam menos 3,2%, as da Zona Sul menos 2,5% e as do Centro menos 1,5%. No ramo duro (bens duráveis) as lojas do Centro, da Zona Sul e da Zona Norte venderam menos 6,5%, 5,2% e 2,5%, respectivamente.

De acordo com Aldo Gonçalves, presidente do CDL-Rio, normalmente fevereiro é um mês fraco em termos de vendas.

"É um mês curto, tem as férias e o Carnaval, que é bom para os bares, restaurantes e hotelaria, mas não tem grande impacto nas vendas do varejo em geral. Além disso, é também nos dois primeiros meses do ano que recaem diversos pagamentos de impostos como IPVA, IPTU e matrícula escolar. Mas o resultado negativo também refletiu a crise econômica do Estado do Rio de Janeiro, com a crescente violência, o aumento desregrado da camelotagem, principais responsáveis pelo fechamento de mais de estabelecimentos comerciais na cidade" explica.

A pesquisa mostra também que a inadimplência no comércio lojista da Cidade do Rio de Janeiro aumentou 0,8% em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2019, de acordo com os registros do Serviço Central de Proteção ao Crédito do CDL-Rio. As dívidas quitadas, que mostra o número de consumidores que colocaram suas dívidas em dia aumentaram 1,5% e as consultas, item que indica o movimento do comércio, recuaram 3,2%, também em relação ao mesmo mês de 2019. Em relação ao mês anterior (janeiro) a inadimplência e as dívidas quitadas aumentaram, respectivamente, 0,9% e 0,5%, e as consultas diminuíram 0,7%.

No acumulado dos dois primeiros meses do ano (janeiro/fevereiro) em relação ao mesmo período do ano anterior, a inadimplência cresceu 0,7% e as consultas e as dívidas quitadas recuaram, respectivamente, 2,8% e 1,3%.

Segundo LIG Cheque, registro de cadastro da entidade, em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2018, a inadimplência aumentou 1% e as consultas e as dívidas quitadas diminuíram, respectivamente, 6,3% e 3,1%. Em relação ao mês anterior (janeiro) a consulta, a inadimplência e as dívidas quitadas caíram, respectivamente, 1%, 3,7% e 0,5%. No acumulado dos dois primeiros meses do ano (janeiro/fevereiro) em relação ao mesmo período do ano passado, a inadimplência cresceu 1%, as consultas e as dívidas quitadas recuaram, respectivamente, 5,7% e 3%.

 

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