Comércio carioca vendeu menos 6,5% em agosto

CDL-Rio credita baixo número à não circulação das pessoas, dada a queda do poder aquisitivo causada pelo desemprego.

Rio de Janeiro / 15:34 - 21 de set de 2020

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O comércio lojista da Cidade do Rio de Janeiro vendeu menos 6,5% em agosto em relação ao mesmo mês de 2019. No acumulado do ano (janeiro/agosto de 2020) em comparação com o mesmo período de 2019 as vendas caíram 19,5%. Os dados são da pesquisa Termômetro de Vendas divulgada mensalmente pelo Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio) e pelo SindilojasRio, que abrange cerca de 500 estabelecimentos comerciais da cidade.

A pesquisa mostra também que todos os setores do ramo mole (bens não duráveis) e do ramo duro (bens duráveis) apresentaram resultados negativos. Os que tiveram as maiores quedas no faturamento no ramo mole foram calçados (-8,0%), confecções (-7,8%) e tecidos (-6,6% %) e no ramo duro (bens duráveis) joias (-9,0%), óticas (-8,3%), móveis (-4,8%) e eletrodomésticos (-2,4%). A venda a prazo com menos 1,9% e a venda à vista com menos 10,6% foram as formas de pagamento preferidas pelos consumidores.

O faturamento das lojas conforme a localização dos estabelecimentos também foi negativo. No ramo mole (bens não duráveis) as lojas do Centro venderam menos 9,5%, as da Zona Norte menos 8,0% e da Zona Sul menos 7,5%. No ramo duro (bens duráveis) as lojas do Centro, da Zona Sul e da Zona Norte venderam menos 5,1 %, menos 4,9% e menos 4,8%, respectivamente.

De acordo com Aldo Gonçalves, presidente do CDL-Rio e do SindilojasRio, que juntas representam mais de 30 mil estabelecimentos comerciais, agosto continua refletindo os efeitos da pandemia e também, no caso do Rio de Janeiro, a crise econômica, com desemprego, a crescente violência e o aumento desregrado da camelotagem. "O fato é que aqui no Estado do Rio, muito mais do que em vários outros estados, há uma forte redução no consumo, seja pela não circulação das pessoas, seja pela queda generalizada do poder aquisitivo causada pelo desemprego e por todos os fatores que tão dramaticamente afetam não só a saúde financeira, como a própria sobrevivência do comércio", diz.

Ainda segundo ele, não custa lembrar também que todas as datas comemorativas do primeiro semestre desse ano registraram quedas. "E mais recentemente, no Dia dos Pais as vendas foram negativas. Esperamos, agora, que o Dia das Crianças, a última grande data comemorativa antes do Natal, possa trazer um novo alento para o comércio, com vendas positivas, já que no ano passado foi muito aquém do esperado, registrando vendas negativas com menos 2,0%".

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