Comércio do Rio projeta alta de até 4% nas vendas para o Dia das Mães

Vestuário, perfumaria e calçados lideram intenções de compra na capital; 95% dos comerciantes estão otimistas

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Aldo Gonçalves (foto: Arthur S. Pereira, CDL-Rio e SindilojasRio)
Aldo Gonçalves (foto: Arthur S. Pereira, CDL-Rio e SindilojasRio)

O comércio da capital fluminense estima um crescimento de até 4% no faturamento para o Dia das Mães em comparação com mesmo período do ano passado. O índice reflete cenário de otimismo entre os empresários locais, mesmo diante de desafios macroeconômicos como a inflação acumulada, juros altos e o endividamento das famílias.

Os dados são da pesquisa realizada pelo Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio) e pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), que ouviu 250 lojistas da cidade. Dentre os entrevistados, 95% acreditam na alta de até 4% nas vendas.

De acordo com os lojistas consultados, o tíquete médio de gastos por cliente deve flutuar entre R$ 140 e R$ 250 e o cartão de crédito deverá ser o meio de pagamento escolhido por 65% dos clientes. Já as compras à vista (espécie, Pix e débito) poderão atingir 25% do total das transações.

Os produtos mais procurados devem ser as peças de vestuário, calçados (sandálias e tênis), acessórios e artigos de uso pessoal, seguidos por itens de perfumaria, utilidades domésticas, eletrônicos e aparelhos celulares.

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Para Aldo Gonçalves, presidente do CDL-Rio e do SindilojasRio, a projeção positiva demonstra o esforço contínuo dos comerciantes em adotar decisões estratégicas para aquecer as vendas.

“O aumento de até 4% do faturamento no Dia das Mães mostra o esforço crescente dos comerciantes em elevar as vendas, ainda que o cenário econômico possa transparecer diminuição do volume das atividades mais a frente por causa do patamar de juros e do comportamento dos preços, que têm subido”, diz Aldo.

Ele ressaltou também a preocupação do setor com o orçamento e o poder de compra da população, mas mantém a perspectiva confiante para a celebração da data.

“Há preocupação com o nível do endividamento das famílias em decorrência da má gestão do orçamento, renda média baixa diante das necessidades e os efeitos da inflação, que vem corroendo o poder de compra. Apesar disso verificamos o interesse empresarial em atender anseios e desejos dos consumidores no Dia das Mães”, conclui Aldo Gonçalves.

Data deve movimentar mais de R$ 11 bilhões no varejo eletrônico

O comércio eletrônico brasileiro deve registrar mais um Dia das Mães positivo em 2026. A data, considerada uma das mais importantes para o varejo, tem expectativa de movimentar R$ 11,06 bilhões, segundo projeções do setor. Isso representa um crescimento em relação aos R$ 9,98 bilhões registrados em 2025.

O incremento nas vendas também deve avançar, passando de R$ 1,48 bilhão em 2025 para R$ 1,68 bilhão em 2026, e indicando a força da data para o consumo. Apesar disso, o ritmo de crescimento tende a ser mais moderado, com alta estimada de 10,78%.

Outro indicativo da estabilidade do consumo está no tíquete médio, que deve se manter estável, chegando a R$ 598,23. Já o número de pedidos deve atingir os 18,49 milhões, refletindo o aumento no volume de compras. A combinação entre esses fatores indica que o consumidor deve manter a tradição de presentear, mas com maior atenção ao orçamento.

“Mesmo em um cenário de crescimento mais equilibrado, o Dia das Mães segue como uma data estratégica para o varejo, impulsionada pelo apelo emocional e pela diversidade de categorias de produtos. O aumento no número de pedidos mostra um consumidor presente, ainda que mais cauteloso nas escolhas”, destaca Fernando Mansano, presidente da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom).

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