Nos quatro primeiros meses de 2024, os setores de Comércio e Serviços paulistas registraram o maior saldo positivo de empregos celetistas para o período desde o início da série histórica, em 2020, quando o Novo Caged foi instituído. É o que mostra a Pesquisa de Emprego no Estado de São Paulo, realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP). Os bons resultados são reflexos do contexto econômico do período, no qual a economia se mostrou mais aquecida e os índices inflacionários exibiram desaceleração, além do crescimento das operações de crédito incentivando o consumo.
A pesquisa revela que, no primeiro quadrimestre de 2024, os serviços criaram, efetivamente, após contratações e desligamentos, 167 mil postos de trabalho. Em 2023, o saldo observado era de 121,5 mil novas vagas. O comércio, por sua vez, gerou 10,5 mil empregos, revertendo o saldo negativo do ano anterior, quando 7 mil empregos com carteira assinada foram eliminados pelo setor.
Dentre os segmentos que compõem os serviços, destaca-se a geração de vagas pelos serviços administrativos e complementares (40.597 novos postos de trabalho) e educação (33.741). Para essas atividades, os prestadores de serviços de escritório e apoio administrativo (5.972) e os que atuam na educação infantil e no ensino fundamental (21.718 vagas) foram os que mais contribuíram, respectivamente, para o resultado geral positivo. Já no comércio, o atacado foi o segmento que mais criou empregos: 8.780, influenciado, principalmente, pelos estabelecimentos de equipamentos e artigos de usos pessoal e doméstico (791). No varejo, entretanto, ainda há uma retração de quase 4 mil vagas, puxada pelos segmentos de vestuário e acessórios (-7.787) e de calçados e artigos de viagem (-2.154).
No Estado de São Paulo, o setor de serviços criou 41.734 postos de trabalho, resultado de 389.983 admissões e 348.249 desligamentos. É o maior saldo positivo para um mês de abril desde 2020 e todos os 14 grupos de segmentos analisados geraram empregos formais. Embora o resultado seja menor que o apurado nos meses de fevereiro e março, a geração de novas vagas foi 47% maior do que em abril do ano passado. Influenciado pelas atividades de locação de mão de obra temporária, com 6.844 novas vagas, os serviços administrativos e complementares garantiram a maior criação de postos de trabalho no mês:16.928.
O comércio também exibiu uma desaceleração em relação aos dois meses anteriores, com a geração de 6.232 empregos formais, e em relação a abril de 2023 quando 7.523 vagas foram abertas. Na verdade, foi o menor saldo de empregos para um mês de abril em três anos. Segundo Fecomércio-SP, essa desaceleração pode estar relacionada ao fato de que a Páscoa, neste ano, caiu no último dia de março – já que os segmentos de gêneros alimentícios têm impacto importante para o comércio.
O varejo foi o segmento que liderou em número de vagas criadas em abril, com 2.627 empregos. Na sequência, o comércio atacadista, com 2.287 postos. Já a divisão de comércio e reparação de veículos automotores registrou 1.318 admissões a mais do que desligamentos. No varejo, que registrou o maior saldo, destacou-se o segmento de produtos farmacêuticos, com 1.016 vagas.
A pesquisa também analisou o cenário do emprego na capital. Em abril, o comércio paulistano acumulou um saldo de 2.116 vagas. O resultado ficou abaixo das 3.177 criadas em março e foi inferior às 3.328 registradas em abril de 2023. No ano, houve um avanço tímido de 3.183 postos de trabalho. Ainda assim, é um melhor resultado do que os pouco mais de 300 postos gerados no mesmo período do ano anterior.
Nos serviços, o quarto mês do ano terminou com a criação de 16.268 empregos. O resultado foi superior ao mesmo período do ano passado – quando foram registradas 4.137 vagas – e ao mês de março, quando foi observada a geração de 13.868 empregos.
Ainda segundo o Caged, a região do Rio de Janeiro admitiu 102.329 pessoas no mês de abril. O número de demissões no período foi de 90.217 pessoas, resultado em um saldo positivo de 12.039 empregos formais.
As cidades com maior número de admissões foram Rio de Janeiro (71.614), Niterói (6.360) e Duque de Caxias (6.128). As cidades foram as que mais demitiram com 63.044, 5.731 e 4.963 demissões, respectivamente.
Do total de contratados em abril, 58,18% eram homens e 41,89% eram mulheres. A maior parte deles (66,07%) tinham o ensino médio completo e idades entre 30 e 39 anos (27,30%).
Os dados da pesquisa mostram, ainda, que serviços foi o setor que mais contratou trabalhadores na região do Rio de Janeiro. Os municípios da região incluem: Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Japeri, Magé, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi, Petrópolis, Queimados, Seropédica, São Gonçalo, São João de Meriti, Tanguá, Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito e Rio de Janeiro.
Além disso, em todo o Brasil, no mês de abril, foram constatadas 79.024 admissões de trabalhadores temporários. O setor que mais contratou no período foi o de serviços, com 78.520 contratações.
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