Comércio eletrônico bate recorde e de R$ 53 bi em vendas no semestre

Compras por celular representaram mais da metade do faturamento total; praticidade e preço são os principais motivos de compra por aplicativos.

O comércio eletrônico bateu recorde de vendas no primeiro semestre de 2021, atingindo R$ 53,4 bilhões, crescimento de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado consta da 44ª edição do Webshoppers, relatório sobre comércio eletrônico elaborado pela Ebit | Nielsen e realizado em parceria com o Bexs Banco.

O resultado semestral foi impulsionado sobretudo pelos aumentos de 22% no tíquete médio – que passou para R$ 534 reais -, e de 7% no número de pedidos, atingindo a marca de 100 milhões.

Um exemplo é o fato de o número de novos consumidores ter se estabilizado no primeiro semestre deste ano: foram 6,2 milhões, levemente inferior aos 7,3 milhões no mesmo período do ano passado.

O tíquete médio dos consumidores recém-chegados é levemente superior à média total, atingindo R$ 556.

A compras por celulares representaram mais da metade do faturamento total do comércio eletrôinico e do número de pedidos. No primeiro semestre as vendas no meio atingiram R$ 28,2 bilhões, crescimento de 28,4%, e os pedidos, 56,3%, alta de 8,7%. Já o tíquete médio ficou em R$ 502, levemente abaixo do valor geral de vendas virtuais.

Os segmentos de departamento e esportivo se destacaram durante o primeiro semestre, com expansão de 37% no volume de vendas, e 14% no número de pedidos, e 48% de alta em vendas e 27% de crescimento em pedidos, respectivamente. Aparecem ainda os segmentos de pet shop, com alta de 56% no faturamento e 48% nos pedidos, Alimentos (+34% e +8%). Casa & decoração teve alta de 155% em vendas e de 67% em pedidos.

Em casa & decoração, de acordo com o estudo da Ebit|Nielsen, 34% dos consumidores chegaram às lojas por sites de busca e 20% por redes sociais. O maior percentual de redes sociais (30%) é registrado no segmento roupas e calçados. E o maior em sites de busca (41%) é visto em aquisições de produtos automotivos.

O Sudeste foi a região que mais contribuiu com 51% do faturamento total, conforme os dados do estudo. No entanto, as regiões Sul e Norte foram as que mais cresceram durante o primeiro semestre, com altas de 57% e 52%, respectivamente.

O estudo mostra que mostra que a possibilidade de comprar sem precisar sair de casa (73%) e as promoções especiais (52%) são os grandes impulsionadores das compras realizadas por meio de aplicativos de entrega. A pesquisa foi realizada entre os dias 22 de junho e 10 de julho com 3.489 respondentes de todo o Brasil.

Economia de tempo (47%), rapidez na entrega (38%) e facilidade de uso (35%) são outros motivos que incentivam a escolha desses aplicativos para realização das compras. Já a razão que os levam a comprar são, principalmente, as promoções ofertadas (51%) e a possibilidade de consumo imediato (39%). E aqui encontramos uma diferença nos interesses de acordo com a necessidade. No delivery de supermercado, as promoções disparam na frente (51%), seguidos pela possibilidade de consumo imediato (39%) e a necessidade de reposição de produtos (33%). Já o delivery de farmácia, a possibilidade de uso imediato é o principal motivador, seguido pela urgência (35%) e oferta/promoções (35%), com o mesmo percentual.

A promoção que mais desperta interesse dos usuários de aplicativos de entrega é a opção de frete grátis (78%), seguida por cupom de desconto (78%) e desconto no preço (59%).

As regiões Nordeste e Sudeste são as mais desenvolvidas no uso de aplicativos de entrega de supermercado, mostrando grande oportunidade de desenvolvimento no Norte, Centro-oeste e Sul. Para delivery de comida pronta, destacam-se as regiões Sul e Sudeste, com possibilidade de crescimento no Norte, Centro-Oeste e Nordeste. O Norte desponta na entrega de farmácia, assim como o Sudeste – que despontou nos três tipos de entrega analisada na pesquisa, mostrando que há possibilidade de desenvolvimento no Nordeste e no Sul do país.

As categorias de giro rápido nas gôndolas dos supermercados, conhecidas como Fast Moving Consumer Goods (FMCG), cresceram 8,9% em faturamento e 10,1% em número de pedidos comparados com o primeiro semestre de 2020.

Com exceção das categorias fralda, perfumaria e cosméticos, e saúde, que mantiveram o faturamento, mas caíram 4,4% e 0,8%, respectivamente, em número de pedidos, as outras apresentaram crescimento bastante elevados. Itens de Páscoa, por exemplo, aumentaram 78,2% em faturamento e 99,3% em pedidos. A categoria petshop aumentou 63,6% em faturamento e 68,5% em pedidos, enquanto que limpeza e alimentos e bebidas tiveram aumentos de 20,2% e 19,2% de faturamento e 29,3% e 35,9% de pedidos.

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