Comércio eletrônico cresceu 75% no mês de maio

Pesquisa aponta que 37% dos brasileiros já desistiram de fazer uma compra virtual por esquecerem a senha.

Conjuntura / 12:35 - 29 de jun de 2020

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

Estudo do Mastercard SpendingPulse, índice que rastreia as vendas gerais de varejo em todos os tipos de pagamento, incluindo dinheiro e cheque, apontou que as vendas virtuais no Brasil cresceram 75% em maio e a média de crescimento dos últimos três meses (março, abril e maio) foi de mais de 48%, acima do registrado no primeiro trimestre: 14%. Ambos os dados são na comparação com o mesmo período do ano passado, ressaltando a mudança mais ampla para o digital na forma como se trabalha, mora e compra.

"O crescimento do comércio eletrônico está muito atrelado ao novo comportamento do consumidor durante o período de distanciamento social. Devido à pandemia, os consumidores estão cada vez mais se afastando do dinheiro e optando por pagamentos digitais e sem contato, o que aumentou as vendas virtuais. Além disso, a distribuição do auxílio emergencial pelo governo também contribuiu para esse resultado, diz Cesar Fukushima, diretor de Análise Avançada da Mastercard no Brasil.

Para se aprofundar ainda mais no cenário econômico durante a pandemia, a Mastercard divulgou o primeiro relatório de sua série, que observa os impactos da pandemia e das recomendações de distanciamento social, incluindo o grande crescimento das compras online.

No entanto, o Mastercard SpendingPulse registrou que o volume total de vendas no varejo (excluídas as vendas de automóveis, materiais de construção, restaurantes e cama, mesa e banho) no Brasil diminuiu quase 3% em relação ao ano anterior em maio. A média dos últimos três meses caiu -10% em relação ao mesmo período de 2019.

Dois setores tiveram crescimento acima do indicador de vendas totais: supermercado (16%) e artigos de uso pessoal e doméstico (5%). Os setores de vestuários, móveis e eletrodomésticos, combustíveis e artigos farmacêuticos tiveram desempenho abaixo.

As regiões Sul (0,4%) e Sudeste (-2%) tiveram crescimento acima da média, enquanto Norte ( -6%), Nordeste (-5%) e Centro-oeste (- 9%) ficaram abaixo do registrado pelo varejo, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Outra pesquisa, da Fico, empresa de programa de análise preditiva, apontou que 37% dos consumidores brasileiros já desistiram de adquirir algum produto pela internet pois esqueceram sua senha do site. O estudo destaca alguns hábitos do brasileiro para recordar suas diversas senhas que trazem diversos riscos. 29% dos consumidores utilizam cinco ou menos senhas em todas suas contas e 23% optam por deixar todas anotadas, por exemplo, num caderno ou no próprio celular.

O brasileiro está aceitando cada vez mais as novas tecnologias de autenticação - 86% concordam em fornecer sua biometria para seu banco e 89% aprovam que a instituição financeira analise a forma como digitam sua senha para ampliar a segurança. Dentre os recursos biométricos, 83% utilizariam impressão digital, 54% leitura facial e 35% varredura ocular.

A pesquisa também identificou que a forma tradicional de autenticação com login e senha está com cada vez menos adeptos nos dispositivos móveis - apenas 45% de preferência quando o brasileiro acessa aplicativos de bancos. 53% preferem entrar em suas contas com senhas geradas por SMS a cada acesso, 50% consideram a leitura de impressão digital como boa alternativa, 36% optam por leitura facial e 34% preferem que novas senhas aleatórias sejam sempre enviadas por e-mail.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor