Comércio eletrônico registrou expansão de 69% no mês de abril

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Comércio eletrônico (Foto: divulgação)
Comércio eletrônico (Foto: divulgação)

As vendas do comércio eletrônico brasileiro se mantiveram fortes em abril. De acordo com o Mastercard SpendingPulse, indicador que mede as vendas no varejo online e nas lojas em todas as formas de pagamento, o comércio eletrônico brasileiro cresceu 69% no mês de abril, na comparação ano a ano.

O setor de eletrodomésticos foi o que mais cresceu no e-commerce brasileiro, com um aumento de 122% em relação ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, as vendas dos setores de combustíveis, supermercados, móveis, produtos de uso pessoal e doméstico, e produtos farmacêuticos, apresentaram desempenho inferior.

As vendas no varejo brasileiro, aumentaram 49% ano a ano – exceto os setores de automóveis, materiais de construção, restaurantes, e cama e banho. O setor de vestuário foi o que registrou a maior expansão, com 125% em comparação com abril de 2020.

Em termos de vendas totais no varejo nas regiões, o Nordeste e o Sudeste superaram o restante do país com 49,8% e 57,3%, respectivamente. As regiões Norte (43%), Sul (23,7%) e Centro-Oeste (33,4%), apresentaram desempenho inferior ao crescimento das vendas nacionais.

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Investir no e-commerce, na profissionalização, na digitalização e buscar instituições que possam ajudar no apoio ao comércio exterior são algumas das medidas que precisam ser adotadas por uma empresa que vende seus produtos para o Brasil e perdeu seus parceiros nesta crise. A sugestão é do vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e coordenador da área de Comércio Exterior da instituição, Roberto Penteado de Camargo Ticoulat.

Ele explica que a pandemia acabou por consolidar uma tendência que já se desenhava antes da crise: a de pequenas, médias e grandes empresas migrarem cada vez mais para o e-commerce. Por este motivo, a própria ACSP realizou eventos e viagens com o objetivo de expandir o conhecimento sobre o varejo digital antes mesmo que o coronavírus se espalhasse.

“A economia está se adequando a atender através do e-commerce. A ACSP esteve com o maior grupo de pequenas e médias empresas há alguns anos para visitar a NRF (feira e congresso do setor de varejo realizados em Nova Iorque) e depois ir ao Vale do Silício para conhecerem as oportunidades de e-commerce junto a Google, Facebook entre outras empresas. Por isso afirmamos que a crise acabou por acelerar este processo de e-commerce”, diz.

Mesmo com os esforços que a instituição empreendeu no passado, uma nova realidade e novos desafios se impuseram tanto para o exportador como para o importador, segundo o economista da ACSP, Marcel Solimeo.

“A pandemia impactou principalmente os pequenos, mas no caso dos pequenos importadores, a alta do dólar e o aumento dos preços acentuaram ainda mais o peso nos negócios. A expectativa daqui para a frente é de que a moeda se estabilize à medida que a vacinação vá avançando pelo Brasil”, afirma.

 

Com informações da Agência de Notícias Brasil-Árabe

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