Comércio estima perdas em R$ 100 bilhões

No Rio, queda da demanda varia de 50% a 95%, e deve piorar.

O setor de comércio e serviços estima perdas superiores a R$ 100 bilhões nos próximos meses. A projeção, feita pelo presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), José César da Costa, tem como premissa a normalização das atividades a partir de maio. “Caso os efeitos da pandemia avancem além desse período, o impacto poderá ser ainda maior”, alerta Costa.

A Confederação avalia que o pacote de medidas anunciado pelo Governo Federal no dia 18 de março traz importantes avanços para que os empresários mantenham a viabilidade das suas empresas. Mas a entidade defende medidas mais efetivas: suspensão, por três meses, da cobrança do ISS e do ICMS sobre a comercialização de produtos e serviços, para micro e pequenas empresas; suspensão do contrato de trabalho com acesso ao seguro-desemprego; suspensão do recolhimento do FGTS por três meses; suspensão de empréstimos por 60 dias e da execução dos protestos em cartório pelo prazo de 60 dias.

A estimativa de perda pode ser considerada otimista diante do que se viu no Rio e em São Paulo nesta semana. O Polo Saara (Sociedade dos Amigos da Rua da Carioca e Adjacências), tradicional mercado popular no centro do Rio de Janeiro, teve queda de 95% nas vendas esta semana, na estimativa do presidente da associação, Eduardo Blumberg.

Muitas das 800 lojas já estão fechadas, e os funcionários, em férias coletivas, disse Blumberg à Agência Brasil. A Saara gera cerca de 6 mil empregos diretos. O presidente da associação afirmou estar muito preocupado, pois acredita que os negócios não vão conseguir reabrir as portas caso as medidas restritivas de circulação de pessoas perdurem por muito tempo. Para Blumberg, o governo deveria ajudar o empresariado com medidas de socorro, como o adiamento do pagamento de impostos.

Segundo a Federação do Comércio do Rio (Fecomércio-RJ), os empresários do segmento já observaram uma queda de 50% na demanda, nos últimos sete dias. A expectativa é que o impacto seja ainda maior nos próximos sete dias. Os empresários acreditam que a falta de demanda no setor deva atingir 70%. Aproximadamente 83% do empresariado fluminense afirmam que terão problemas.

Se as restrições permanecerem por 30 dias e as expectativas negativas dos empresários se concretizem, estima-se uma perda de R$ 30 bilhões no mês, na economia do estado do Rio de Janeiro, avalia a Federaçã

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