Comércio global deve movimentar US$ 28 trilhões em 2021

Comércio de bens bateu recorde no 3º trimestre de 2021, chegando a US$ 5,6 trilhões.

A Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), divulgou nesta terça-feira que o comércio global deverá alcançar a marca de US$ 28 trilhões este ano. O valor é 23% maior do que o registrado no ano passado e 11% acima dos números de 2019, antes da pandemia de Covid-19. Apesar do resultado positivo deste ano, a Unctad revela que o cenário para 2022 continua sendo bastante incerto.

A entidade avalia tanto o fluxo de comércio de bens quanto de serviços e afirma que o crescimento entre países foi desigual. O comércio em Taiwan apresentou a maior alta, de 23%; seguido por China, Vietnã e Brasil, que teve crescimento de 11%. Na outra ponta, estão Reino Unido, Japão e México, que tiveram queda no fluxo do comércio de bens e serviços de -23%, -9% e -8%, respectivamente.

O comércio global de bens teve um novo recorde no terceiro trimestre de 2021, chegando a US$ 5,6 trilhões. Já o comércio de serviços movimentou US$ 1,5 trilhão no período.

O relatório também avalia as importações e exportações das maiores economias do mundo. No terceiro trimestre deste ano, o Brasil registrou alta de 20% no volume de importações de bens e de 33% no volume de exportações, na comparação com os números pré-pandemia, em 2019. No mesmo período, as exportações de serviços tiveram alta de 2%, enquanto as importações de serviços no Brasil tiveram queda de 25%.

Ainda no terceiro trimestre de 2021, o valor do comércio em produtos do setor energético foi o que mais cresceu, devido a alta demanda e ao aumento no preço dos combustíveis fósseis.

Entretanto, o crescimento do comércio no setor da comunicação e de equipamentos para escritório foi relativamente baixo, assim como o aumento do comércio de têxteis e artigos de vestuário.

A Unctad explica que as tendências positivas deste ano aconteceram devido a uma forte recuperação gerada com a redução de restrições ligadas à pandemia, a pacotes de estímulos econômicos e aumento no preço das commodities.

O cenário para 2022 ainda deixa dúvidas devido à lentidão na recuperação econômica global; ao aumento dos custos de envios de bens e a políticas governamentais que afetam o comércio internacional.

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