Comércio paulistano teve queda na primeira quinzena do mês

ACSP aponta para desaceleração no varejo; já Fecomércio fala em alta em vendas, motivadas pela volta do consumo em lojas físicas.

A movimentação no varejo da capital paulista caiu 11,9% em relação à primeira quinzena do mês passado, de acordo com os dados do Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

“Há fatores na economia que influenciaram para essa queda como, por exemplo, a perda do poder aquisitivo das famílias, por conta do aumento da inflação e o alto nível do desemprego. Tem ainda a elevada taxa de juros que prejudica o crediário e encarece os financiamentos, inibindo as compras”, afirmou Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP.

Embora a inflação seja preocupante, o economista ainda vê a possibilidade de as vendas se recuperarem porque os programas do governo devem ajudar na recuperação do poder aquisitivo dos paulistanos.

“A tendência de queda, em 2022, ainda pode ser revertida, na medida em que recursos do saque do FGTS e da antecipação do 13° do INSS serão liberados para o trabalhador, a partir de abril, injetando quase R$90 bilhões para o consumo.”

Em relação a março de 2021, o balanço da ACSP aponta que houve crescimento de 15,2% na primeira quinzena desse mês, devido, fundamentalmente, à menor base de comparação por causa das restrições que impediram o pleno funcionamento do comércio, no ano passado.

Já de acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), o comércio varejista no estado cresceu mais de 10% em 2021. Só em janeiro, as vendas totais cresceram 5,7%, na comparação com o mesmo período no ano passado. O que motivou esse aumento foi a volta do consumo nas lojas físicas, mas, ainda assim, o varejo ainda sofre com as consequências da pandemia, que diminuiu em pelo menos 25% a frequência dos compradores nos comércios. Além disso, a inflação também promete ameaçar o setor, com as projeções indicando que superará com força a meta oficial deste ano, de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

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