Comércio perde R$ 203 milhões com as chuvas

Prejuízos equivalem a 0,5% das vendas, frustrando 1 mês de recuperação.

Conjuntura / 23:01 - 28 de fev de 2020

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As chuvas que ocorreram no país na primeira quinzena de fevereiro provocaram prejuízos para o setor varejista da ordem de R$ 203 milhões nas três principais capitais da Região Sudeste, de acordo com estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgado no Rio de Janeiro.

Isso equivale à perda de cerca de 0,5% em vendas, disse à Agência Brasil o economista da CNC Fabio Bentes, responsável pelo estudo. Medindo o impacto isolado nas capitais, o prejuízo alcançou R$ 122,9 milhões no mês, em São Paulo; R$ 46,4 milhões no Rio de Janeiro; e R$ 34,2 milhões, em Belo Horizonte.

Bentes afirmou que a perda de 0,5% das vendas pode parecer pouco. Só que 0,5% foi a média de crescimento do varejo nos últimos sete meses. “É como se a gente tivesse perdido um mês de crescimento por conta das chuvas”, lamentou.

A pesquisa partiu da constatação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Alerta Rio de que as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte foram as capitais com maior volume de chuvas nos primeiros quinze dias deste mês.

O fato chamou a atenção dos economistas da confederação porque se trata das principais capitais brasileiras. “A gente constatou que nos meses em que há uma quantidade de chuva muito acima da média, o varejo, nessas regiões, tende a ter resultados negativamente afetados pelo volume de chuva”, disse Bentes.

Um impacto é a perda de mercadorias. O outro é que a quantidade grande de chuva afeta a circulação dos consumidores, mesmo em ambientes mais resguardados das chuvas, como shopping centers, por exemplo.

Órgãos do Governo Federal alertam para a possibilidade de chuvas intensas no Espírito Santo, Minas Gerais (leste e sudeste), Rio de Janeiro e São Paulo (nordeste e litoral norte) até a próxima quarta-feira.

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