Comércio teve alta de 10% em dezembro, diz Itaú

Já dados do Iget mostram recuo em comparação ao mês anterior

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Shopping center (foto: Valter Campanato, ABr)
Shopping center (foto: Valter Campanato, ABr)

O mês de dezembro – que concentra duas das maiores datas comerciais do ano, Natal e Ano Novo, além de parte das férias escolares – impulsionou o comércio de produtos e serviços em todo o Brasil. Dados apurados pelo Itaú Unibanco apontam um crescimento de 10% nas vendas realizadas no país entre os dias 1º e 31 de dezembro de 2025, quando comparado com o mesmo período de 2024. Os números consideram as vendas realizadas via adquirência, pelas Laranjinhas (cartões de débito e crédito), Pix QR Code e Pix Transferência, feitas de pessoa física (PF) para pessoa jurídica (PJ), tanto no e-commerce quanto presencialmente.

Entre os setores que mais se beneficiaram com as datas estão agências de viagem, com alta de 24,2%, viagens aéreas, com incremento de 18,1% em suas vendas, clubes esportivos, com acréscimo de 16,9%, locação de automóveis, com reforço de 16,7%, e comércio atacadista de alimentos, com 16,4%. Outros setores como celulares, farmácias e atividades estéticas e serviços com beleza, também registraram picos de consumo de 11,6%, 10,7% e 8,3%, respectivamente.

Já dados do Iget, de dezembro, assim como antecipado na prévia, mostram recuo em comparação ao mês anterior. O índice de serviços às famílias mostrou queda de -2,7% m/m, afetado pelos resultados negativos de ambos os segmentos: alojamento e alimentação (-2,2% m/m) e outros serviços às famílias (-2,6% m/m). Os dados de varejo mostram queda tanto no restrito quanto no ampliado: o índice restrito recuou -1,5% na comparação com o mês passado e o ampliado contraiu -1,3% m/m. Os indicadores que mais contribuíram para o resultado negativo de dezembro foram: vestuário (-5,8% m/m); material de construção (-3,4% m/m) e automóveis, partes e peças (-2,7% m/m). No geral, vimos um quarto trimestre compatível com nosso cenário de atividade econômica próxima à estabilidade e continuidade da desaceleração vista no terceiro trimestre de 2025.

Ainda segundo o estudo, após bom resultado em novembro, os dados de serviço recuaram no último mês do ano. Na métrica interanual, a prévia do indicador continua mostrando sinais negativos (-5,5% a/a). Usando essa base de comparação, os dados de serviço mostraram resultados negativos durante todo o ano de 2025.

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“Como antecipado na prévia, os dados referentes aos serviços de alojamento e alimentação e outros serviços às famílias recuaram em dezembro. Alojamento e alimentação recuou – 2,2% m/m em dezembro, após recuperação no último mês. Os dados do segmento de outros serviços às famílias recuou -2,65% m/m e marcando o quinto resultado negativo consecutivo”, diz o estudo.

Assim como apontado na prévia, o segmento de serviços prestados às famílias fechou o mês com queda, após crescimento em novembro, com possível impacto positivo da Black Friday. Resultados apontam que o efeito da política monetária restritiva pode estar impactando a atividade.

Como antecipado na prévia, o indicador recuou este mês (-1,3% a/a). Na métrica interanual, o índice cresceu 1,7% a/a. O índice restrito, seguindo a mesma tendência, recuou no último mês do ano (-1,5% m/m; 4,1% a/a).

O índice restrito foi influenciado pelos resultados dos índices de vestuário (-5,8% m/m), supermercados (-1,2% m/m) e combustíveis (-0,2% m/m). O IGet ampliado recuou em dezembro (-1,3% m/m) após resultado positivo em novembro, esse resultado foi influenciado pelos resultados negativos em automóveis, partes e peças (-2,7% m/m) e materiais de construção mostrou (-3,4% m/m).

Com a confirmação dos resultados da prévia, vemos que a política monetário restritiva continua exercendo pressão sobre a atividade econômica. No geral, vimos um quarto trimestre compatível com nosso cenário de atividade econômica próxima à estabilidade e continuidade da desaceleração vista no terceiro trimestre de 2025.

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