Comércio teve alta de 2,3% no Dia das Crianças

Ainda assim, crescimento não foi maior do que os apontados no Dia das Mães (6,0%), Dia dos Namorados (13,7%) e Dia dos Pais (6,2%).

As vendas do comércio físico brasileiro tiveram alta de 2,3% na semana de comemoração do Dia das Crianças deste ano (de 5 a 11 de outubro), em comparação a igual período de 2020. De acordo com o Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian, quando considerado apenas o final de semana (de 9 a 11 de outubro), houve expansão de 1,1%.

Para o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, é preciso levar em consideração a baixa registrada em 2020.

O tombo do ano anterior, marcado pelas restrições de funcionamento do varejo devido a pandemia no país, fez com que o crescimento de 2,3% significasse apenas uma recuperação parcial da atividade do comércio”.

Ainda assim, o crescimento não foi maior do que os apontados no Dia das Mães (6,0%), Dia dos Namorados (13,7%) e Dia dos Pais (6,2%). Rabi também explica que “isso se deve a instabilidade econômica causada pelo aumento da inflação, dos juros e da redução dos auxílios governamentais, que influenciaram a redução dos gastos não essenciais com o passar dos meses.”

A análise sobre o cenário de vendas na cidade de São Paulo revelou aumento de 1,5% na semana comemorativa (de 5 a 11 de outubro) e de 1,3% para o final de semana (de 9 a 11 de outubro).

Já segundo o IBGE, o volume de vendas do comércio varejista do Brasil caiu 3,1% em agosto de 2021, em comparação com o mês de julho. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e refletem o cenário de inflação alta e instabilidade no mercado de trabalho no país.

A queda é a mais intensa já registrada para meses de agosto da série histórica, que teve início em 2000, além de representar o maior recuo mensal (-6,1%) desde dezembro de 2020. Com isso, o patamar de vendas do setor varejista retrocede ao nível de julho de 2020.

Após revisões dos resultados, o IBGE também atualizou dados anteriores: inicialmente, o avanço do setor de julho frente a junho tinha sido de 1,2%, mas o dado foi revisado para uma alta de 2,7%. Ao mesmo tempo, o dado de junho que indicava uma alta de 0,9% foi atualizado para uma queda de 1,1%.

O IBGE ainda indica que as vendas encolheram em seis das oito atividades pesquisadas, especialmente em artigos de uso pessoal e doméstico (-16,0%), que abrange lojas de departamento, por exemplo. Também foram registradas quedas nas vendas de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,7%), combustíveis e lubrificantes (-2,4%), móveis e eletrodomésticos (-1,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-1,0%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,9%).

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