Comércio torce pelo frio para aumentar as vendas

Aldo: comércio precisa se recuperar; Páscoa, Mães e Namorados não confirmaram expectativas de crescimento por institutos de pesquisas.

O comércio carioca torce por um inverno mais rigoroso para aquecer as vendas e estima um crescimento de 2,5% se a temperatura realmente esfriar. Os lojistas também estão estimulando os consumidores com promoções, descontos e formas de pagamentos diferenciados, de acordo com o Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio) e o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), que juntos representam cerca de 30 mil lojistas.

Para Aldo Gonçalves, presidente das duas entidades, a onda de frio sempre aumenta a venda de roupas de inverno e de produtos como cachecóis, luvas, gorros e acessórios além de edredons, colchas e cobertores. Segundo ele, o comércio precisa urgentemente se recuperar e cita como exemplo que todas as datas comemorativas no primeiro semestre – Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Namorados – não confirmaram as expectativas de crescimento apontadas pelos institutos de pesquisas especializados em comércio varejista.

De acordo com o CDL-Rio e o SindilojasRio a maioria dos lojistas dos segmentos acreditam que as vendas vão melhorar com a queda da temperatura. Os comerciantes disseram que no último ano, antes da pandemia, a mudança da temperatura influenciou bastante as vendas e que aumentou bastante a procura por artigos do vestuário, como casacos, moletons e camisas de manga comprida, seguido por acessórios como meias, cachecóis, segunda pele, luvas, toucas e cobertores.

Levantamento feito pela Simplex sobre vendas virtuais intitulado Radar Simplex mostra que a chegada do frio também impacta buscas na internet: camisetas segunda pele indicaram alta nas buscas em 244% em relação a abril e a procura pelo Playstation 5 mostrou aumento de 1.155%. Em um único comércio eletrônico, o console de games superou a casa de mais de 18 mil buscas. Foi a maior alta de procuras entre todas as categorias monitoradas pela plataforma.

Em maio, as máscaras N95 se mantiveram entre as top posições de cliques, que ocupa desde janeiro. O produto registrou um crescimento de 61% em relação ao pico de março e 33% a mais que em abril. Na cola das máscaras estão os pneus, que também figuraram entre as principais buscas desde o início de 2021. Outro item tem se provado outro campeão sazonal em maio: o beach tênis. Apesar das temperaturas mais baixas, em 2021, o produto registrou uma alta de 341% sobre os cliques de abril; assim como, em 2020, sofreu uma alta de 706% sobre abril.

Já segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE, as vendas no comércio varejista subiram 1,8% de março para abril, registrando a maior alta para o mês desde os anos 2000. Com isso, o varejo ficou 0,9% acima do patamar pré-pandemia. O que se percebe é que o consumo das famílias se modificou em termos de estrutura, devido a situação que o país vive.

O setor que teve maior alta foi móveis e eletrodomésticos, com 24,8%. As outras categorias que tiveram grande procura foram de tecidos, vestuários e calçados alcançaram (13,8%); equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (10,2%); artigos de uso pessoal e doméstico (6,7%); livros, jornais, revistas e papelaria (3,8%); combustíveis e lubrificantes (3,4%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,9%). E a retração do mês ficou perante os hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com -1,7%.

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