Como estão as cidades que reabriram antes do tempo?

Com o relaxamento – aparentemente prematuro – das medidas de isolamento nos 4 cantos do Brasil, aumenta a busca por dados dos Estados Unidos, onde estados decidiram retomar as atividades em um momento de contágio diferente do europeu, onde a famosa curva estava definitivamente em queda. E quais os resultados?

Dados do Washington Post mostram que são ruins. São 14 estados, mais Porto Rico, que registraram a pior semana para novas infecções por coronavírus, com o Texas atingindo um recorde nas hospitalizações. Para ficar apenas na Flórida, tão querida dos novos-ricos brasileiros, na quinta-feira foram registrados 1.413 casos, número mais alto desde que o estado começou a fornecer atualizações diárias em março (e olha que o governo de lá demitiu uma especialista que se recusou a mutretar os números, como aliás foi feito em outro país, ao sul do Equador).

O número total de novos casos registrados todos os dias nos EUA está em torno de 20 mil, abaixo do pico de 30 mil em abril, mas essa queda se deve principalmente à melhoria da situação nos estados mais atingidos, como Nova York e Nova Jersey.

 

Dá tempo

Até 30 de julho, o empregador doméstico pode aderir à MP 936/2020, que permite redução da jornada de trabalho (por 3 meses) ou suspensão do contrato (por 2), com o governo assumindo o pagamento da diferença.

Em todo o Brasil, a estimativa é de que 347 mil domésticas fizeram acordo de suspensão de contrato ou redução de jornada de trabalho, mas essa adesão poderia ter sido ainda maior. Segundo Mario Avelino, presidente do Instituto Doméstica Legal, muitos empregadores, por desconhecimento, ou até por acharem que a empregada poderia ser prejudicada, preferiram bancar eles mesmos o isolamento social total ou parcial.

Segundo dados do Pnad do IBGE, houve uma redução de 11,8% no trabalho doméstico. O Doméstica Legal estima uma perda de ao menos 50 mil dos 1,5 milhão de empregos formais. O Instituto oferece no site uma calculadora gratuita para empregador e empregado saberem os valores em caso de suspensão ou redução da jornada.

 

Adiamento da ANS causa perdas

A Federação Brasileira de Hospitais (FBH), a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) e a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) encaminharam um abaixo-assinado à Agência Nacional de Saúde (ANS) solicitando que os atendimentos de consultas, exames, terapias e cirurgias eletivas voltem a ser realizados nos seus prazos normais.

A ANS decidiu, em 1º de junho, manter a prorrogação dos prazos para a realização dos atendimentos. A decisão contribuiu para o cancelamento e adiamento de procedimentos médicos, que resultaram, segundo as entidades, na queda de demanda e, por consequência, perda de receitas de hospitais, clínicas e laboratórios.

 

Pódio

De 1º de janeiro de 2020 até 27 de maio, o real foi a moeda que mais desvalorizou no mundo frente ao dólar, com perda de quase 35%. Em segundo e terceiro lugares vêm Zâmbia e Seychelles.

 

Rápidas

O IAG – Escola de Negócios da PUC-Rio promove webinar sobre o Futuro do Mercado de Franquias após a crise, dia 15, às 19h. Inscrições aqui *** O Primeiro Ofício de Registro de Distribuição de Niterói colocou à disposição, através do Spotify, músicas instrumentais inéditas de autoria do titular da serventia. No primeiro link está o álbum Simples Assim e no segundo, Halleluya, com canções de louvor católico *** A Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Brasil) realizará nesta quarta-feira, às 14h, live, com o presidente da entidade, Paulo Sardinha, e o vice-presidente da Qualicorp, Pablo Meneses, para debater como as empresas podem contribuir para minimizar os efeitos da crise provocada pela pandemia *** Nesta quarta, 17h, acontece o Tem Mulher na Roda, apresentado pela ativista social Janaina Bemvindo, do grupo A Liga, que abordará o tema “Prevenção ao abuso sexual infantil” no Facebook @janainabemvindo *** A filósofa e escritora Márcia Tiburi participará de live pelo perfil @iabnacional, do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), nesta quarta-feira, às 11h, sobre o tema “Diálogo entre os feminismos e o capacitismo” *** Outras lives do IAB nesta semana: na quinta-feira, 18h, “Teletrabalho: o novo normal”; e na sexta, 16h, “O diálogo necessário entre a magistratura e a advocacia nos tempos atuais”.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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