Competência

Estudo mostra que as mulheres ocupam 36% dos cargos de liderança nas 100 Melhores Empresas para Trabalhar Brasil, ranking produzido pela Great Place to Work. Mais: 43% dos 403.587 postos de trabalho são ocupados pelo sexo feminino. Empresas como Cultura Inglesa, Ericsson, Instituto Itaú Cultural, Magazine Luiza e Prezunic são presididas por mulheres. Nos Estados Unidos, entre as 100 melhores empresas, apenas quatro têm mulheres na presidência.

Cartel sem força
A elevação do preço do aço não causará nenhum problema na cadeia produtiva do setor naval, afirmou a esta coluna o vice-presidente executivo do Sindicato da Construção Naval (Sinaval), Franco Papini. “Enquanto tivermos preços diferentes no exterior, nós vamos continuar importando o aço”. O executivo, que participou do seminário “Indústria naval: trabalho decente”, realizado ontem pela entidade na sede da Firjan, explicou que a quantidade de aço importado depende de cada empreendimento. Para os primeiros navios da Transpetro, segundo ele, o setor importou o produto. Já para a segunda parte, o aço foi comprado na Cosipa.

Em casa
Franco Papini disse que o setor conta com linhas de financiamento muito interessantes ao ponto de o Sinaval ter recebido delegações de 19 países querendo investir no Brasil. “O setor está fortemente, ativado ainda mais com o anúncio da construção de seis novos estaleiros no Brasil. O setor irá propor à Petrobras que não frete mais nenhuma embarcação, uma vez que a construção naval brasileira terá condições de atender à demanda de navios da estatal.

Centenário
Um equipamento com mais de 100 anos de uso impediu o funcionamento do gerador de energia do Hospital Carlos Chagas, um dos principais do Rio de Janeiro, durante o apagão que atingiu 18 estados brasileiros em 10 de novembro. A falta de luz teria sido responsável pela morte de três pessoas na unidade. A empresa responsável pela manutenção disse, na Assembléia Legislativa, que notificara a Secretaria de Estado de Saúde para que a peça fosse trocada. O diretor-geral do hospital, Aramis Martins Filho, no entanto, garante que as mortes não foram causadas pela falta de energia. “As pessoas que morreram estavam usando máscaras de ventilação. Nenhuma delas estava entubada ou precisava de ventilação mecânica”, argumentou. Médicos, no entanto, dizem que não foi feita investigação aprofundada sobre a causa dos óbitos.

Alta exclusiva
Dois leitores procuraram esta coluna intrigados com a manchete de um “jornalão” do Rio, nesta quarta, sobre explosiva alta dos preços dos materiais de construção, de julho a novembro. Um dos leitores, que acabou de comprar um apartamento com reajuste pelo custo da construção civil, estava preocupado com seu investimento. Mais intrigante é que, um dia antes, o sindicato da construção (Sinduscon-RJ) divulgara que o Custo Unitário Básico (CUB) tinha ficado praticamente estável em novembro.
Os números do sindicato fluminense são claros e estão disponíveis na Internet: os materiais de construção residencial tiveram alta média de 1,16% no ano, 1,96% em 12 meses e 13,29% em dois anos. Dos produtos que compõem a pesquisa – os mais utilizados no setor – o que teve maior alta em 2009 foi a bancada de mármore (8,73%).
Números muito aquém dos encontrados em “pesquisa” feita pelo “jornalão”, que aponta alta de quase 30% para… um modelo de ducha higiênica (quantas são utilizadas numa residência?).

Critérios
Os números da construção levantam outra questão: quais os critérios (além da habitual falta de manchetes nesta época pré-natalina) para eleger a matéria principal do jornal essa reportagem que não retrata fielmente a realidade?

Questão de fé
A defesa intentada pela New Scientist e reproduzida por jornalão carioca para tentar minimizar os estragos provocados pela divulgação de e-mails em que cientistas confessam terem falsificado dados para “esquentar” o aquecimento global mistura desejo com ciência. Embora os artigos da revistas não passem por pareceristas, o que a aproxima mais da vulgata científica, a publicação, que se reivindica como porta-voz da ciência, admite candidamente, como mero detalhe, “não existir qualquer confirmação” de que a temperatura da Terra está subindo, mas, aduz, que, “se você olhar tudo que está acontecendo”, deve acreditar que sim. Ou seja, em lugar da ciência, a fé. Se leitor fosse da NS, Galileu se contorceria no túmulo.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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