Comprar energia elétrica direto de geradoras

Mercado Financeiro / 20:17 - 8 de fev de 2017

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ALTERNATIVA DO GOVERNO PARA ECONOMIZAR GASTOS

As despesas com água e eletricidade tiveram crescimento real de 5,6% em 2016

Como alternativa para economizar nos gastos, o governo federal quer passar a comprar energia no mercado livre, ou seja, diretamente das geradoras. Segundo o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o Executivo federal pode adotar esse modelo. Em 2016, as despesas com água e eletricidade cresceram 5,6% na comparação com 2015, descontada a inflação do período.

Segundo Oliveira, a alta se deve a reajustes nas tarifas de energia elétrica no ano passado. Com a adoção do novo modelo, a expectativa do Ministério do Planejamento é reduzir em 20% a despesa com o item em relação ao patamar atual de gastos. Em números absolutos, a economia poderá chegar a cerca de R$ 400 milhões anuais, segundo estimativas da pasta.

Hoje, o governo adquire (energia) como consumidor individual. Pelo seu porte e volume, passará a adquirir através do mercado livre”, disse Oliveira durante durante a divulgação do Boletim de Custeio Administrativo de 2016. O ministro destacou que as empresas locais de energia - como a Companhia Energética de Brasília (CEB) - continuarão recebendo pelos serviços de distribuição.

O secretário de Gestão do Planejamento, Gleisson Rubin, explicou que a alteração do modelo levará algum tempo e ainda demanda estudos. “É preciso fazer o cadastramento do governo na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, realizar estudos. Isso deve tomar todo o primeiro semestre. No segundo semestre devemos começar a implantar e, em 2018, estender para órgãos da administração indireta e outras unidades da Federação.” Segundo ele, após os estudos, o governo poderá optar pela manutenção do atual modelo.

Migração

Na avaliação da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia a aprovação da simplificação do Sistema de Medição e Faturamento no âmbito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) pela Agência Nacional de Energia Elétrica deverá agilizar e reduzir custos para a migração de consumidores para o mercado livre. Também lembra que este é um pleito antigo do setor que representa.

De acordo com o presidente executivo da entidade, Reginaldo Medeiros, a medida deve simplificar e estimular a migração dos consumidores para o ACL. Ele ressalta ainda que o mercado livre tem proporcionado uma economia de entre 20% e 30% nas contas de luz. A expectativa da associação é a de que todas as empresas em condições de migrar para o ambiente livre de contratação pelas atuais regras, que somam cerca de oito mil, façam essa mudança nos próximos dois anos.

As empresas gastavam, em média, R$ 33 mil para adequar o sistema de medição da energia às especificações da respectiva distribuidora. Ele classificou a nova regra como um marco fundamental para o amadurecimento do mercado.

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