Comprar ou alugar? Mudança de cenário econômico refaz as contas

Por Bruno Gama.

Opinião / 15:42 - 24 de mar de 2020

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O ano de 2020 começou com mais cortes na taxa básica de juros, deixando a Selic no menor valor da história, de 3,75%, o que provoca uma transformação geral no cenário econômico, pois investimentos conservadores em renda fixa estão cada vez menos rentáveis.

Com os consecutivos cortes na Selic, as taxas de juros para financiamentos imobiliários também caíram e tornaram o ambiente mais atrativo para quem deseja comprar o imóvel próprio. Além disso, novas modalidades de financiamento, como o atrelado ao IPCA e com juro pré-fixado, oferecido pela Caixa, trouxeram ainda mais dúvidas para a cabeça do consumidor.

 

Financiar um apartamento pode ser

mais vantajoso do que pagar aluguel

 

Há alguns anos, deixar o valor correspondente ao da entrada de um imóvel em um investimento de renda fixa gerava, muitas vezes, um valor mensal suficiente para pagar o aluguel, fazendo o consumidor abrir mão da casa própria, já que a parcela do financiamento seria muito maior.

Atualmente, o retorno de investimentos conservadores diminuíram consideravelmente, e parcelas de um financiamento imobiliário também. Para efeito ilustrativo, há alguns anos, com a taxa Selic mais alta, a média do valor da parcela inicial de um comprador de imóvel – com intuito de financiar R$ 200 mil em 30 anos – era de R$ 2.560. Atualmente, o mesmo consumidor pode conseguir uma parcela mensal de R$ 1.580. Ou seja, há o comprometimento menor da renda, o que traz novos consumidores ao setor, possibilitando que pessoas com rendas mais baixas sejam capazes de financiar maiores valores para adquirir a casa própria.

Diante disso, o mercado de compra de imóveis está aquecido. Em janeiro de 2020, houve um crescimento de aproximadamente 39% no número de imóveis financiados, frente ao mesmo mês de 2019, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Enquanto os valores de locação tiveram alta de cerca de 4,2% no ano de 2019, de acordo com o índice Fipezap.

 

Por isso, esta é a melhor hora para refazer as contas sobre comprar um imóvel ou continuar pagando aluguel, levando em consideração diversos fatores: o valor que seria usado de entrada, qual o rendimento mensal dessa quantia investida, o aluguel pago atualmente e, por fim, comparar qual seria o valor da parcela do financiamento do imóvel próprio em todos os bancos, informação que pode ser obtida por meio da Credihome, inteiramente online, com alguns dados, ao simular o financiamento.

Bruno Gama

CEO da CrediHome.

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