Comunidade internacional exige fim do massacre em Gaza

Lula pede libertação de crianças e fim dos bombardeios que afetam mães e seus filhos em massacre em Gaza

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massacre em gaza
Destruição em Gaza (foto de Rizek Abdeljawad, Xinhua)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva postou em uma rede social apelo contra “a mais grave violação aos direitos humanos no conflito no Oriente Médio”, em uma fala contra o massacre em Gaza.

“Quero fazer um apelo ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e à comunidade internacional para que, juntos e com urgência, lancemos mão de todos os recursos para pôr fim à mais grave violação aos direitos humanos no conflito no Oriente Médio”, conclamou.

“Crianças jamais poderiam ser feitas de reféns, não importa em que lugar do mundo. É preciso que o Hamas liberte as crianças israelenses que foram sequestradas de suas famílias. É preciso que Israel cesse o bombardeio para que as crianças palestinas e suas mães deixem a Faixa de Gaza através da fronteira com o Egito. É preciso que haja um mínimo de humanidade na insanidade da guerra”, protestou Lula.

brasileiros vindos de israel desembarcam em brasília
Brasileiros resgatados do conflito em Israel desembarcam em Brasília (foto de João Risi, PR)

O apelo reflete a reação da comunidade internacional à barbaridade do massacre em Gaza. “Israel precisa respeitar o direito humanitário internacional quando se trata de se defender durante o conflito palestino-israelense em curso”, disse o alto representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell.

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Borrell também apelou à “libertação dos reféns” e ao “acesso a alimentos, água e medicamentos, o que também está de acordo com o direito humanitário internacional”, segundo um comunicado de imprensa do serviço diplomático da UE.

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Onze funcionários da Agência das Nações Unidas de Assistência e Obras aos Refugiados da Palestina (UNRWA) foram mortos na Faixa de Gaza desde sábado (7), informou a agência em comunicado nesta quarta-feira.

São cinco professores, um ginecologista, um engenheiro, um conselheiro psicológico e três funcionários de apoio. “Alguns foram mortos nas suas casas com as suas famílias. A UNRWA lamenta esta perda e está de luto com os nossos colegas e as famílias”, acrescentou.

O novo gabinete de coalizão de Israel durante a guerra prometeu continuar a operação militar na Faixa de Gaza até que “o Hamas seja derrubado e destruído”. Foi a primeira declaração do novo governo de unidade de emergência, formado nesta quarta-feira, quando Benny Gantz, líder da oposição e ex-ministro da Defesa de Israel, se juntou ao governo de coalizão religiosa ultranacionalista do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. “Vamos esmagar e destruir o Hamas”, disse Netanyahu.

Com Agência Xinhua

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