Conab aponta nova queda de preços das hortaliças em agosto

Batata foi o item que mais barateou, com uma queda de preços unânime em todas as Ceasas

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Batata inglesa (Foto: ABr/arquivo)
Batata inglesa (Foto: ABr/arquivo)

Pesquisa do 9º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com base em dados retirados de grandes Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país e, no mês de agosto, apontou um movimento preponderante de preços baixos para todas as hortaliças analisadas: alface, batata, cebola, cenoura e tomate.

De acordo com o boletim, a batata foi a que mais barateou, com uma queda de preços unânime em todas as Ceasas. A média ponderada decresceu 25,35% em relação a julho. Os percentuais de baixa foram mais acentuados nas Ceasas de Rio Branco (-21,21%) e do Rio de Janeiro (-19,11%). O motivo seria a intensificação da safra de inverno, que manteve a oferta em patamares elevados. Pela quarta vez no ano, a quantidade comercializada nas 11 centrais consideradas ultrapassou a marca de 100 mil toneladas, ficando 1,2% acima do total de julho.

A alface também seguiu a lista dos mais acessíveis, apresentando pelo terceiro mês consecutivo a tendência declinante. Em agosto, a média ponderada caiu 19,61% em relação a julho. Já a comercialização subiu 9% no mesmo período. Na maioria das Ceasas, ela se posicionou acima da registrada no mês anterior. Apenas nas Centrais de Rio Branco, Fortaleza/CE e Belo Horizonte/MG a movimentação da alface desceu. Ressalte-se que em junho e julho a oferta deste produto nos mercados atacadistas analisados foi a menor do ano e a recuperação de agosto está ligada às temperaturas mais elevadas em quase todo o país.

A cenoura, cebola e tomate, embora com menores índices, também decresceram na média ponderada em -7,97%, -6,56% e -2,56%, respectivamente. No caso da cenoura, um fator preponderante para a queda unânime de preços foi a boa performance de todas as áreas produtoras, não pressionando a oferta mineira, principal abastecedora das Ceasas. A cebola também apresentou uma grande oferta nas Ceasas, o que justificou as cotações menores. Já o tomate, embora também tenha tido declínio, esse não foi uniforme, devido à variação de oferta locais, proporcionando dentro do mês movimento decrescente na primeira quinzena e altista na segunda. As variações de temperatura, atrasando ou acelerando a maturação e, consequentemente, proporcionando diminuição e aumento de oferta, explica os preços oscilantes.

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Contrariando as cotações do mês de julho, as frutas tiveram alta no mês de agosto nas Ceasas analisadas, especialmente banana, laranja, maçã e mamão. A melancia foi a única fruta analisada que apresentou queda na média ponderada. A banana teve a maior oscilação (13,92%), com destaque para as Ceasas de Curitiba e de Goiânia, onde o produto chega a custar R$ 3,24 e R$ 4,85 o quilo, respectivamente.

Para a maçã, com a dinâmica influenciada pelo controle de oferta das companhias classificadoras e da diminuição gradual dos estoques, a principal explicação para o acréscimo nos preços apesar da maior oferta foi a elevação da demanda com o fim das férias e as temperaturas elevadas. A laranja teve aumento na comercialização e na demanda pelo produto in natura, tanto no atacado quanto no varejo e, com maior intensidade, pela indústria de moagem. As cotações da laranja para a indústria atingiram níveis recordes por causa da boa demanda. O mamão apresentou estabilidade nos valores e alta na comercialização das Ceasas, notadamente por causa da maior oferta do mamão papaya, com vários lotes dotados de menor qualidade por estarem ainda verdes. Já a melancia, registrou queda de preços, aumento da comercialização na maioria das Ceasas e demanda consistente no mês, com a região goiana de Ceres e tocantinense de Rio Formoso sendo as principais praças fornecedoras às Ceasas, com culturas dotadas de boa rentabilidade e produtividade. Em setembro a oferta tocantinense entrará em declínio e será substituída em outubro pela melancia paulista.

Com relação à exportação total de frutas, nos primeiros oito meses de 2023, o volume total enviado ao exterior foi de 596 mil toneladas, superior em 5,82% em relação a igual intervalo de tempo do ano anterior, e o faturamento foi de U$S 681 milhões, superior 18,8% em relação ao mesmo período do ano passado. As principais frutas exportadas foram limões e limas, melões, mangas, bananas e melancias.

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