Conab aponta para safra de café em 53,4 milhões de sacas

Nos quatro primeiros meses, país já exportou 14,1 milhões de sacas de 60 kg; volume é 10,8% menor que o exportado em igual período de 2021.

As condições climáticas registradas durante o desenvolvimento da safra 2022 de café são determinantes para a estimativa de produção de 53,4 milhões de sacas. De acordo com o segundo levantamento da cultura, divulgado hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume representa um acréscimo de cerca de 5,7 milhões de sacas em relação ao ciclo anterior. Se comparado com a colheita de 2020, último ano de bienalidade positiva, a produção esperada para este ano é 15,3% inferior, o que representa 9,65 milhões de sacas.

O café do tipo arábica é aquele que mais deve ser influenciado pelo clima adverso, pois a sua concentração ocorre nessas regiões mais impactadas pelas baixas temperaturas e pela escassez hídrica. A expectativa ainda é de uma recuperação na produção em relação à safra passada, podendo chegar a 35,7 milhões de sacas do produto beneficiado. Porém, era esperado um potencial produtivo maior, por se tratar de um ciclo de bienalidade positiva. Se comparado com a safra 2020, a sinalização é de diminuição de 23,6% do volume total estimado.

Para a produtividade média, o último ano de bienalidade positiva alcançou cerca de 32,21 sacas por hectare para o mesmo café arábica. Já na atual safra, a estimativa é de um rendimento médio de 24,6 sacas por hectare. Minas Gerais continua como o maior produtor de café do Brasil com 24,7 milhões de sacas produzidas, destas 24,4 são de arábica.

Em movimento oposto ao arábica, a produção de café conilon deve atingir um novo recorde, com colheita de 17,7 milhões de sacas beneficiadas – um aumento de 8,7% em relação à safra anterior, puxado pelo incremento de produtividade que tem sido recorrente a cada ano. No Espírito Santo, principal estado produtor de conilon, a produção tende a ultrapassar as 12 milhões de sacas.

Segundo o levantamento divulgado pela Companhia, a área destinada para o café está estimada em 2,2 milhões de hectares, aumento de 1,9% em relação a 2021. A elevação é esperada tanto para o espaço destinado para as plantas em formação como para aquelas em produção. Para a área em formação, que contempla plantios novos e áreas esqueletadas ou recepadas, a Conab estima cerca de 401,2 mil hectares, enquanto que as lavouras em produção devem se estender por 1,84 milhões de hectares, alta de 2,5% e 1,8% respectivamente.

Nos quatro primeiros meses deste ano, o Brasil já exportou 14,1 milhões de sacas de 60 kg de café. O volume é 10,8% menor do que a quantidade exportada em igual período do ano passado, resultado influenciado pela queda na produção de café em 2021 e redução dos estoques internos nos primeiros meses de 2022.

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