Concentração

União, estados e municípios obtiveram, em 2005, uma receita corrente global da ordem de R$ 957,4 bilhões, sendo que 55,08% dos recursos ficaram com a União, 28,02% com os 26 estados e o Distrito Federal e apenas 16,9% com os 5.562 municípios. A receita de capital obtida pelos conjunto dos entes da Federação totalizou R$ 645,3 bilhões, sendo que a sua quase totalidade é da União (98,23%), ficando os estados com 1,15% e as cidades com 0,62%.
Assim, a receita orçamentária global alcançou a marca de R$ 1.602,7 bilhões, sendo que 72,45% dos recursos pertencem à União, 17,20% aos estados e 10,35% estão com os municípios.

“Empurroterapia”
Estes resultados falam por si só, sendo flagrante o desequilíbrio na distribuição dos recursos, afirma o coordenador do Banco de Dados Municipais do Ibam, François E. J. de Bremaeker, responsável pelo estudo sobre as receitas da Federação.
O economista e geógrafo acrescenta que programas, ações e serviços que deveriam ser de exclusiva responsabilidade da União e principalmente dos estados acabam sendo custeados pelas cidades. No ano de 2005 estes custos representaram R$ 7,4 bilhões, ou seja, o equivalente a 4,45% das receitas orçamentárias dos municípios.

Riscos
A revista norte-americana Forbes realiza, em 5 de outubro, o seminário Gerenciando Riscos numa Organização de TI. Entre as palestras, Proteção sob demanda, Quanto gerenciamento de risco é suficiente e a Evolução da segurança em rede. Será no The Ritz-Carlton South Beach, em Miami (Flórida, EUA).

Oil
Carlos Figueredo, diretor offshore da PDVSA, deu uma conferência na Rio Oil and Gas no que parece ser a língua oficial do evento, o inglês. Provavelmente, deixou contrariado seu presidente, Hugo Chávez.

Opção
O presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, defenderá o espaço da energia nuclear na matriz energética brasileira no 8º Encontro Nacional de Energia e Eletricidade (Enercon). O encontro, que reunirá os principais representantes do setor, será no próximo dia 18, em São Paulo.

Inflação
O custo do gasoduto que ligaria Venezuela à Argentina, passando pelo Brasil, pode superar em larga margem os US$ 30 bilhões, estima o consultor italiano Gioseppe Bacoccoli. O governo brasileiro prevê que a obra ficará em US$ 23 bilhões. Bacoccoli cita que o Gasoduto Europa, com 4.107km – bem menor que a linha do Mercosul – custou US$ 36 bilhões.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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