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segunda-feira, janeiro 18, 2021

Concessionária do Ibirapuera lucrará R$ 2 bilhões em 37 anos

A privatização do Ibirapuera renderá ao menos R$ 2,098 bilhões ao concessionário durante os 37 anos previstos (35 de concessão mais dois anos até conseguir as licenças necessárias). Pela minuta do contrato, revelada pela coluna Olhar Olímpico, do UOL, serão seis Unidades Geradoras de Lucro: arena multiuso; serviços e shopping; atividades esportivas; hotel; edifício multiuso; e estacionamento.

As deputadas estaduais Leticia Aguiar e Janaina Paschoal (ambas do PSL) protocolaram na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) requerimento endereçado ao secretário estadual de Esportes, Aildo Rodrigues Ferreira, solicitando informações detalhadas sobre a possível demolição do Ginásio do Ibirapuera e o destino de atletas e modalidades esportivas.

Leticia Aguiar afirmou que é favorável a concessão à iniciativa privada do Complexo do Ibirapuera, desde que os projetos sejam mantidos. Para Janaina Paschoal, causou surpresa a informação de que o Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães seria transformado em shopping.

“Em que pesem as informações estarem desencontradas, nos causa estranheza, pois fomos surpreendidas pelo fato de que o Governo do Estado estaria atuando para reduzir ou acabar com o fomento à prática esportiva”, concluiu Janaina.

Em 37 anos, descontado o custo das obras, será gerada receita de R$ 4 bilhões. Tirando encargos, outorga (R$ 155 milhões) e impostos, sobrariam R$ 2,098 bilhões.

Somente o shopping center geraria um lucro de R$ 490 milhões. Em valores de 2019, a receita anual projetada atingia R$ 34,2 milhões. O concessionário, descontado o que ficaria com o operador do shopping, receberia R$ 25,8 milhões por ano. Excluindo impostos e custo de operação, sobrariam R$ 18,3 milhões ao ano. Ainda tem que ser descontado o valor das obras de adaptação, avaliado em R$ 93,6 milhões. O saldo líquido seria de R$ 490 milhões.

As parlamentares salientaram que durante o processo de votação e aprovação da matéria, o governo assumiu o compromisso de zelar para que jovens não fossem prejudicados nas atividades esportivas, principalmente os mais carentes, que, em muitos casos, precisam residir em alojamentos do conjunto, visando a garantir a dedicação à modalidade desempenhada.

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