Concorrência faz até Google se enquadrar

Bastou Bing anunciar que seguiria legislação para líder das buscas afinar na Austrália.

Uma corajosa legislação que a Austrália está prestes a aprovar – que obriga sites de buscas e redes sociais a pagar pelas notícias que capturam em portais da mídia – levou Facebook a anunciar que impediria usuários de compartilhar notícias no país, incluindo o Instagram no bloqueio. Google foi além e afirmou que suspenderia sua operação na terra dos cangurus.

A bravata durou até o Bing, buscador da Microsoft, avisar que continuaria operando e seguindo as leis australianas. Em 24 horas, Google estava no telefone com o primeiro-ministro Scott Morrinson para dizer que não era bem assim e que não pretendia realmente deixar o país. O link com a ameaça desapareceu da página do navegador.

O Google fatura US$ 4,7 bilhões anualmente com conteúdos de mídia. Na maioria das vezes, quem busca o assunto se limita a ver título e as poucas linhas exibidas pelo buscador, não gerando visitas – nem receitas – aos sites de notícias.

“Aparentemente, competição realmente faz a diferença”, pontuou Brad Smith, presidente da Microsoft, em texto publicado no blog da companhia quinta passada (11). O Bing tem cerca de 5% do mercado na Austrália e cerca de 10% a 15% no mundo – incluindo a pequena fatia na China, onde segue operando e o Google foi bloqueado por não seguir as regras chinesas.

Competição faz a diferença em um mercado onde a Microsoft é minoritária, mas passa longe dos sistemas operacionais para computadores de mesa e notebooks, onde o Windows é dominante e se utiliza de práticas de monopólio – como trazer um navegador próprio que traz como padrão a busca pelo… Bing.

 

Efeito mortal

Em 12 de janeiro, esta coluna perguntou “Quantas mortes pode-se debitar na conta de Bolsonaro?”. Ao final de dezembro, o Brasil somava 192 mil óbitos provocados pela Covid-19. Em uma comparação com a média de mortos na América Latina, estimava-se que poderiam ter sido salvas 44 mil vidas – pouco mais de 20% do total.

Se o efeito no Brasil fosse similar à média do resto do mundo, teriam sido poupadas 154 mil vidas das 203 mil mortes registradas até 11 de janeiro. Seria 75% do total de óbitos em nossas terras.

Semana passada, pesquisa norte-americana mostrou que uma série de fatores – que vão do negacionismo de Trump aos cortes feitos na saúde pelo ex-presidente norte-americano – provocou a morte de 40% a mais de norte-americanos.

Mostra que a coluna não está estimando números tão mal assim.

 

Rápidas

O presidente da Unimed Volta Redonda, Luiz Paulo Tostes Coimbra, participa nesta quarta-feira, às 19h, de um evento online no Clubhouse sobre “Cada vida merece cuidados de primeira classe”. O evento ainda terá a participação de Conrado Abreu, da UnitedHelath Group, de José Henrique Salvador, da Rede Mater Dei, e de Kelly Cristina Rodrigues, CEO da Patient Centricity Consulting *** Aasp e IBDA realizarão em 23 e 24 de fevereiro o curso “Licitações e contratos administrativos: para onde o vento sopra?” A abertura, na terça-feira, às 8h30, contará com a presença da presidente da Aasp, Viviane Girardi, e do presidente do IBDA, Maurício Zockun. Inscrições aqui.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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