Confecção e calçados estimam alta de 5% em vendas nos próximos meses

Aldo: 'consumidor está renovando guarda-roupa aproveitando novos lançamentos e também porque ou ganharam peso ou emagreceram.'

As lojas de confecção e de calçados, animadas com a renovação do guarda-roupa dos consumidores com a chegada da primavera e do verão, estimam crescimento de 5% nas vendas, de acordo com o Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio) e o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), que juntos representam cerca de 30 mil lojistas.

De acordo com Aldo Gonçalves, presidente do CDL-Rio e do SindilojasRio, o consumidor está renovando o guarda-roupa aproveitando a oportunidade dos novos lançamentos e também porque ou ganharam peso ou emagreceram.

“Os lojistas estão animados com essas possibilidades e estão apostando em novos lançamentos, promoções e liquidações e esperam crescer as vendas em 5% nos próximos meses.”

Ainda segundo o CDL-Rio e o SindilojasRio entre os produtos que estão sendo mais vendidos estão calças, camisas esportes, bermudas e mocassins e tênis para os homens. E para as mulheres vestidos leves, blusas e sandálias com salto e também os chamados modelos de sandálias rasteiras, além do tradicional tênis.

Em julho, as confecções e os calçados foram os que mais venderam, com aumento de cerca de 3,5% em comparação com o mês anterior.

Já segundo o estudo de tendência comportamental realizado pela Mosaiclab, intitulado “Tomorrow’s Consumer – Sociedade 5.0 Latam” e divulgado durante o Latam Retail Show, para os jovens da geração Z (entre 18 e 24 anos), o maior desejo é comprar roupas, calçados e acessórios. Já para os brasileiros da geração X (entre 40 e 59 anos), eletrodomésticos e eletrônicos para o lar têm 45% da preferência, seguido pelas viagens nacionais, com 43% da intenção de compra.

O levantamento foi feito entre 15 de agosto e 4 de setembro com 4.930 pessoas de 14 países da América Latina (Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, México, Peru, Uruguai, Equador, Guatemala, Venezuela, Paraguai, Costa Rica e Panamá), com perfil representativo da população de 18 anos ou mais de cada país.

Segundo o estudo, as quatro categorias com mais potencial de crescimento nos próximos 5 a 10 anos no Brasil são: viagens nacionais; roupas, calçados e acessórios; eletrodomésticos e eletrônicos para o lar e internet. Também aparece o desejo de comprar produtos de tecnologia de uso pessoal, como celular, veículos e imóveis.

Entre as 35 categorias pesquisadas, viajar pelo Brasil desponta com 44% do desejo de consumo nos próximos 5 a 10 anos, sobretudo para 56% dos brasileiros da geração babyboomers (de 60 a 80 anos) e de 47% geração da Y (de 25 a 39 anos). Entre os babyboomers, também há forte intenção de usar aplicativos de transporte e serviços de internet.

Analisando por gênero, o desejo de viajar é maior entre as mulheres (48%). Elas também querem adquirir cosméticos, artigos de decoração, roupas e acessórios. Já os homens preferem comprar eletrodomésticos e eletrônicos para o lar (42%) e internet (46%).

Quanto mais alta a renda dos brasileiros, mais a vontade de adquirir bens ou serviços, como viagens nacionais ou internacionais, compra de veículos, de itens de decoração ou reforma do lar, cosméticos, alimentação em bares ou restaurantes e produtos financeiros.

Entre a população da classe mais baixa, os maiores desejos de consumo são as roupas, calçados e acessórios; eletrodomésticos e eletrônicos para o lar, as viagens nacionais e os serviços de internet. Se há crianças na casa, cresce a vontade e a necessidade de adquirir roupas, calçados e acessórios, eletrodomésticos e eletrônicos para o lar, alimentos funcionais e saudáveis, TV a cabo, brinquedos e seguros.

Leia também:

Em um ano, varejo farmacêutico cresce 14,69% e bate R$ 66 bi

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