Confiança da indústria está maior em maio

'Em meio à crise gerada pela pandemia, Estado tem que ser indutor do crescimento econômico', afirma presidente da CNI.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), subiu 4,8 pontos em maio, na comparação com abril de 2021, rompendo uma sequência de quatro quedas consecutivas. O indicador atingiu 58,4 pontos, em uma escala de 0 a 100, sendo 50 pontos a linha de corte entre a confiança e a falta de confiança. Esse crescimento reverte parte da queda ocorrida entre janeiro e abril deste ano de 9,4 pontos.

O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica que a confiança do empresário voltou a se afastar da linha divisória de 50 pontos, principalmente porque melhorou a percepção do empresário em relação as condições atuais.

“É importante notar que, neste ano, o índice sempre esteve acima dos 50 pontos, o que significa que em nenhum momento, o empresário deixou de ter confiança. Mas, agora em maio, percebemos que ela está mais forte e disseminada”, explica Marcelo Azevedo.

O Índice de Expectativas, que compõe o Icei, cresceu 4,5 pontos e ficou em 62,6 pontos, bem acima da linha divisória de 50 pontos, o que indica otimismo em relação aos próximos seis meses.

Para o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, em meio à aguda crise econômica e social gerada pela pandemia, é importante o setor público ser o indutor do desenvolvimento industrial e do crescimento do país, com aceleração da agenda de privatizações, concessões e reformas estruturantes.

Robson Andrade defendeu, ainda, que é fundamental a realização de uma reforma tributária ampla, que abranja os três entes da Federação (União, Estados e Municípios) e simplifique o sistema de cobrança de impostos no país, nos moldes da proposta apresentada no âmbito da Comissão Mista do Congresso Nacional.

“A pandemia só mostrou as deficiências que já existiam no Brasil, expôs as mazelas da regulação e a falta de reformas. Desta forma, é necessário criar um ambiente de negócios diferente, o que só será possível com a realização de uma reforma tributária ampla”, acrescentou.

Robson Andrade citou estudo realizado pelo Ministério da Economia, em parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC), com apoio da CNI e de associações setoriais da Indústria, segundo o qual o chamado “Custo Brasil” consome R$ 1,5 trilhão das empresas brasileiras anualmente.

“Isso reduz a produtividade e a competitividade do setor produtivo”, afirmou o presidente da CNI, lembrando que a indústria brasileira representa 20,4% do PIB, paga 33% dos impostos federais e 41% dos impostos estaduais, enquanto outros setores pagam apenas 2%.

“É preciso fazer, urgentemente, uma reforma tributária ampla. Se isso não ocorrer, o Brasil vai continuar com o crescimento pífio ocorrido na última década. Precisamos ter o sentido da urgência, da pressa e de necessidade, precisamos atacar de frente esse problema, se melhorarmos a questão do trabalho, do emprego e do desenvolvimento, vamos ter mais recursos para aplicar na saúde, educação e inovação”, concluiu.

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