Confiança do brasileiro para compras fica estagnada em setembro

Índice da Associação Comercial de São Paulo, no entanto, cresce dois pontos no estado, tornando-se o melhor registro desde março.

O consumidor brasileiro segue cauteloso em relação à economia do varejo em setembro. O Índice Nacional de Confiança (INC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registrou 74 pontos neste mês, o mesmo número registrado em agosto. Esse resultado interrompe a tendência que apontava para uma melhora no “humor” de quem acredita em um país melhor. A curva ascendente começou a ser registrada a partir de maio. Naquela ocasião o indicador marcava 66 pontos e foi aumentando mês a mês até então.

Apesar deste crescimento ter sido interrompido momentaneamente, isso não significa que o INC não voltará a crescer nos próximos meses. Apesar de cauteloso, pelo menos em São Paulo as pessoas estão movimentando o comércio, de acordo com a prévia do Balanço de Vendas de setembro. O estudo indica que o volume de consumo na capital paulista aumentou 14,6% nos primeiros 15 dias do mês comparado ao mesmo período do mês anterior.

O Norte e o Nordeste foram as únicas regiões que apresentaram aumento na confiança em setembro. A primeira foi de 87 para 89 e a outra de 64 para 65.

Do total de entrevistados, 58% dizem estar muito insatisfeitas com a vida que levam hoje e 57% acham que o Brasil caminha para a direção errada. Só que este pessimismo todo é equilibrado quando 50% das mesmas pessoas entrevistadas dizem que daqui a seis meses estas vão estar melhor financeiramente.

A pesquisa INC vai de 0 a 200 pontos e mede a visão e a segurança da população em relação ao país, às finanças do brasileiro e prevê o comportamento destas pessoas na hora da compra. O INC cresceu nos últimos tempos e estagnou só agora, mas é perceptível que este indicador ainda pertence ao campo pessimista (abaixo de 100). O último registro otimista (com 100 pontos) ocorreu em janeiro de 2020.

A pesquisa encomendada junto à Behup ouviu 1.597 pessoas, pertencentes a todas as classes sociais, localizadas nas cinco regiões do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

O Índice de Confiança do Consumidor Paulista (ICCP) de setembro, um recorte do Estado de São Paulo do INC, ficou em 75 pontos, um crescimento de dois pontos em relação a agosto. Apesar de a pesquisa estrar dentro da margem de erro, a curva ascendente desde março, que apontou 66 pontos no indicador, reforça a tese de que os paulistas estão menos cautelosos do que a média registrada no Brasil.

Foram entrevistadas 881 pessoas na capital, região metropolitana, litoral e interior. A taxa de referência e a metodologia para mensurar a confiança do paulista seguem o mesmo critério do estudo nacional. Isso significa que o ICCP também vai de 0 a 200 e que foi aplicado o mesmo questionário do INC para os entrevistados no Estado de São Paulo. A margem de erro desta pesquisa é de 3% para mais ou para menos.

No último dia 20, balanço de vendas da ACSP apontou que as vendas registradas no comércio paulistano na primeira quinzena de setembro mostram que as pessoas estão consumindo cada vez mais em São Paulo. A movimentação no varejo foi 14,6% maior nestes primeiros 15 dias do mês comparada com o mesmo período de agosto. Se equiparada às mesmas duas semanas de 2020, a recuperação da economia do varejo foi de 24,4%.

A curva que aponta para uma recuperação das perdas causadas pela pandemia está ascendente desde maio, quando, na ocasião, foi impulsionada pelo Dia das Mães. Só que desde então, com a maior flexibilização do comércio, com o aumento da vacinação e o crescimento da mobilidade nos centros urbanos, os comerciantes passaram a vender mais. Isso significa que em 2022 a economia deverá, sim, de fato, voltar a crescer na capital.

A Semana Brasil que aconteceu de 3 a 13 de setembro em todo país, um festival de promoções de empresas do varejo e prestadores de serviços dispostos a oferecer descontos e promoções vantajosas para seus clientes, também ajudou a movimentar a economia em São Paulo.

Comparado com o mesmo evento realizado no ano passado, o crescimento foi de 35,7%. Se a base de comparação for a Semana Brasil de 2019, uma época sem pandemia, o aumento nas vendas é de 1,1%.

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