Confiança do consumidor: positiva em dezembro, mas fecha ano em queda

Para FGV, 2022 será um ano desafiador tanto para a melhora da confiança geral quanto para a diminuição da desigualdade.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) subiu 0,6 ponto em dezembro, para 75,5 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice variou 0,1 ponto, para 75,6 pontos, após três meses consecutivos de queda.

“A confiança do consumidor apresenta um resultado positivo em dezembro mas fecha 2021 em queda de 2,6 pontos. Foi um ano difícil para os consumidores, principalmente para os de menor poder aquisitivo. O descolamento entre a confiança dos consumidores de baixa renda dos de alta renda atingiu o maior nível da série dos últimos 17 anos, principalmente em função da dificuldade financeira dos consumidores de menor nível de renda diante do quadro de desemprego, inflação elevada e aumento do endividamento. O ano de 2022 será desafiador tanto para a melhora da confiança geral quanto para a diminuição da desigualdade na percepção dos desafios econômicos por famílias com diferentes níveis de renda”, afirma Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das sondagens.

Em dezembro, a relativa estabilidade do ICC foi influenciada por piora na avaliação da situação corrente ao mesmo tempo em que houve melhora das expectativas. O Índice de Situação Atual (ISA) diminuiu 1,3 ponto, para 65,6 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) subiu 2,0 pontos, para 83,4 pontos.

A piora da avaliação dos consumidores sobre a situação atual foi puxada por deterioração da situação financeira das famílias. O indicador que mede a satisfação sobre as finanças pessoais caiu 2,9 pontos, para 59,2 pontos, menor valor desde abril deste ano. Por outro lado, o indicador que mede a percepção dos consumidores sobre à situação econômica atual se manteve relativamente estável ao variar 0,3 ponto em dezembro, para 72,8 pontos e o que mede. Ambos se mantêm em patamar muito baixo em termos históricos.

Com relação às expectativas para os próximos meses, o indicador que mais influenciou o IE foi o que mede as perspectivas sobre a situação financeira familiar, cujo indicador avançou 5,5 pontos, para 85,5 pontos. O indicador que mede as expectativas sobre a situação econômica subiu 3,8 pontos, para 104,1 pontos. Mas, mesmo com melhores perspectivas financeiras familiares, o ímpeto de compras para próximos meses continuou caindo pelo quarto mês consecutivo, 3,6 pontos para 62,8 pontos.

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