Confiança do empresário cresce e do consumidor cai, diz FGV

Indicador cresceu mais entre os empresários de indústria e comércio.

Conjuntura / 13:58 - 14 de ago de 2020

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O Índice de Confiança Empresarial cresceu 5,8 pontos na prévia de agosto, chegando e a 93,3 pontos em uma escala de zero a 200 pontos. Por outro lado, o Índice de Confiança do Consumidor recuou 3 pontos, para 75,8 pontos, na mesma prévia.

De acordo com o economista da Fundação Getúlio Vargas, Rodolpho Tobler, o resultado da prévia de agosto mostra continuidade na recuperação da confiança do empresariado brasileiro, que está apenas 2,7 pontos abaixo do patamar de fevereiro, antes da pandemia do novo coronavírus.

A confiança cresceu mais entre os empresários da indústria (8,8 pontos) e comércio (10,2) do que entre o empresariado de serviços (3,6) e construção (1,7).

O Índice de Situação Atual dos empresários subiu 8 pontos, para 87,7 pontos, na prévia de agosto, enquanto o Índice de Expectativas Empresarial cresceu 4,8 pontos, para 90,4 pontos.

Segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em julho, o Índice Nacional de Confiança do Consumidor (INC) esboçou uma leve reação: fechou em 79 pontos, ante 77 em junho.

Ainda que continue no campo do pessimismo (abaixo dos 100 pontos), o indicador pode sinalizar uma tendência de recuperação dos estragos na economia causados pela pandemia de Covid-19.

Em março, o indicador apresentou recuo e ficou em 92 pontos, ante 98 em fevereiro. Daí para frente, seguiu em queda livre, chegando aos 85 pontos em abril e 77 em maio e junho. O resultado remete aos níveis de outro período de crise, entre 2015 e 2017.

A ligeira alta em julho, porém, é basicamente centrada na melhora em relação às expectativas futuras das famílias pertencentes à classe C quanto ao crédito, renda e emprego nos próximos seis meses.

Outro indicador que mostra essa tendência de recuperação é o da situação financeira nos próximos seis meses: em julho, 39% dos consumidores consideraram que sua situação financeira vai ficar melhor ou um pouco melhor. No início da pandemia, esse número chegou a 32%.

Porém, apenas 23% se sentem confiantes a fazer compras de maior valor, como imóveis e carros, enquanto 33% têm mais confiança para adquirir itens para a casa, como móveis e eletrodomésticos.

Com o nível de desemprego ainda muito alto, de 13,3% no segundo trimestre, segundo o IBGE, as perspectivas do consumidor quanto à segurança financeira futura continuam baixas.

Pelo levantamento da ACSP, enquanto 60% dos entrevistados conhecem alguém que ficou desempregado nos últimos seis meses, 42% estão menos confiantes quanto à sua segurança no emprego, assim como a de familiares e de conhecidos neste momento.

 

Com informações da Agência Brasil

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