Confinamento: 54% defendem restrições para conter pandemia

Segmentos mais favoráveis são os mais velhos, o Norte e faixas mais altas de renda e escolaridade.

Pesquisa Exame/Ideia divulgada na última sexta-feira mostra que que 53% dos brasileiros são a favor do lockdown (confinamento) no país. Para este cenário, 22% são contrários, 19% nem a favor nem contra e 6% não sabem.

“A maioria da população aprova o lockdown: 53%. Esse número é reflexo do delicado momento de saúde pública que o país atravessa. Na Europa, por exemplo, essa aprovação passa dos 66%. No Brasil, os segmentos mais favoráveis são os mais velhos, o Norte e faixas mais altas de renda e escolaridade. Além disso, há uma correlação positiva entre avaliar o governo ruim/péssimo e ser a favor do confinamento”, diz Maurício Moura, fundador do Ideia, instituto especializado em opinião pública.

O Estado de São Paulo entra em nova fase da quarentena a partir de segunda-feira, 15. Até o momento o país não havia decretado uma medida tão severa. E por fechar setores da economia, brasileiros se preocupam com a duração desse confinamento. Sobre isso, o estudo questionou como a medida afeta o trabalho.

Entre os respondentes, 26% afirmam que nada deve mudar e 23% dizem que são autônomos e que o confinamento reduz a demanda pelos serviços ou produtos que oferecem. 13% acreditam que correm o risco de serem demitidos e outros 13% continuarão trabalhando, mas sua jornada de trabalho será reduzida, o que resultaria em um impacto na renda.

Entre os jovens, o medo da demissão se instaura, 39% temem ser demitidos ou ter redução de renda por causa de confinamento nas regiões onde vivem. Já 82% dos que têm renda até um salário mínimo esperam que o auxílio emergencial volte a ser pago em março.

O levantamento ouviu 1.200 pessoas entre os dias 8 e 10 de março. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Neste domingo, o governo da Bahia publicou no Diário Oficial do Estado, decreto que prorroga as medidas restritivas adotadas como forma de combater a pandemia em Salvador e alguns municípios da região metropolitana da capital. Dessa forma, apenas atividades consideradas essenciais terão seu funcionamento permitido. A medida vale até as 5h do dia 22 de março. A circulação de meios de transporte metropolitanos aquaviários, como ferry boats e lanchinhas, ficará suspensa até sexta-feira (19). No próximo fim de semana, em 20 e 21 de março, o funcionamento de transporte aquaviário fica proibido. Estabelecimentos comerciais como bares e restaurantes só poderão funcionar até as 24h na modalidade de entrega em domicílio, portanto sem receber clientes.

A circulação de pessoas – entre 20h e 5h, até o dia 1º de abril, em todos os 417 municípios baianos – só é permitida em casos de comprovada urgência ou por motivos de saúde. Serviços não essenciais estão proibidos de funcionar em todo estado da Bahia, das 18h do dia 19 de março até 5h de 22 de março. Também segue vedada em todo o estado a prática de atividades esportivas coletivas amadoras até 1º de abril, sendo permitida as práticas individuais, “desde que não gerem aglomeração”.

Academias e estabelecimentos voltados para a prática de atividades físicas têm seu funcionamento proibido até 22 de março. Atos religiosos litúrgicos podem ser realizados, desde que respeitando os protocolos sanitários estabelecidos, “especialmente o distanciamento social adequado e o uso de máscaras, bem como com capacidade máxima de lotação de 30%”.

Também continua proibida, até 1º de abril, a realização de eventos e atividades que envolvam aglomeração de pessoas, “independente do número de participantes”, como cerimônias de casamento, solenidades de formatura, feiras, circos, passeatas, eventos desportivos, científicos e religiosos, bem como aulas em academias de dança e ginástica.

 

Com informações da Agência Brasil

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