Confusão à vista

A Eletros, fundo de pensão dos funcionários da Eletrobrás, teve em 2009 o segundo déficit consecutivo. Participantes não poupam críticas à atual diretoria da fundação, que tinha histórico de sucessivos superávits. A insatisfação é grande, pois, com dois déficits seguidos, a patrocinadora e os participantes serão chamados a bancar a diferença, acumulada em R$ 85 milhões.

Máquinas poderosas
Ao contrário do que prega o senso comum, as mulheres gastam menos do que os homens, garantem Marília Cardoso e Luciano Gissi Fonseca, autores do livro Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância à velhice (Primavera Editorial). Os jornalistas afirmam que as mulheres têm fama de gastar mais porque investem para acompanhar as tendências da moda. Em contrapartida, os gastos masculinos são caracterizados por bens mais caros, como itens de tecnologia e carros.

Consumo sem renda
De acordo com Marília Cardoso, o que torna homens e mulheres iguais na gestão do dinheiro é que ambos são suscetíveis, na mesma medida, a cair em tentações consumistas. “O que muda são os produtos, mas os dois têm a mesma propensão a assumir dívidas por conta de produtos supérfluos”, afirma. Luciano Fonseca cita pesquisa realizada pelo Instituto Akatu em parceria com a Unesco com jovens de 24 países dos cinco continentes, cuja conclusão aponta os brasileiros como os mais consumistas do mundo.

Responsabilidade
A condenação de três executivos do Google pela justiça italiana por divulgarem, em 2006, vídeo em que um garoto com autismo é humilhado por colegas contraria a jurisprudência mundial, opina o advogado Renato Opice Blum, especialista em direito eletrônico. Segundo Blum, o Google só passa a ter responsabilidade quando tem conhecimento do vídeo e não toma nenhuma providência, mas a empresa líder de buscas acabou retirando o vídeo do ar. A tese é cara ao Google, mas bastante controversa.

SP retoma dianteira
O balanço das vendas externas de couros dos estados brasileiros no primeiro mês de 2010, em comparação a janeiro do ano passado, revela que São Paulo retomou a liderança de maior exportador nacional (US$ 29,27 milhões, participação de 28% e aumento de 46%), seguido pelo Rio Grande do Sul (US$ 23,11 milhões, participação de 22,14% e crescimento de 22%), Paraná (US$ 11 milhões, 10,6% e elevação de 53%) e Ceará (US$ 10,18 milhões, 9,75% e acréscimo de 32%). A Bahia teve o maior crescimento: 115%, ficando em sexto lugar, com US$ 7,25 milhões.

Roteiro
Acontece entre os dias 5 e 7 de março a 1ª Feira da Carreira Pública, em São Paulo. O objetivo é esclarecer as vantagens do funcionalismo público e como ingressar nesse mercado. Uma das palestras, a cargo do professor Sylvio Motta, editor de concursos da Campus-Elsevier, abordará as “Principais dúvidas dos concursandos”. Mais informações em www.feiradacarreirapublica.com.br

Menos cobrança
O número de ações de cobranças judiciais recuou 12,4%, ano passado, em relação a 2008, de 13.084 para 11.459, na cidade de São Paulo, segundo levantamento do Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), junto aos fóruns da capital do Estado de São Paulo. Foi o segundo ano seguido de queda, já que, em 2007, o número ficara em 15.902: “Os dados comprovam a nossa percepção de que o inadimplente prefere negociar e pagar parceladamente, a ter o nome inscrito nos serviços de proteção ao crédito”, avalia Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato.

Aposta na Justiça lenta
O Secovi-SP, no entanto, detectou aumento no número de ações em dezembro: 952, crescimento de 45,6% sobre o mesmo mês de 2008 (654 ações). Em relação a novembro (879 casos), o avançou ficou em 8,3%.  Gebara considera que a morosidade na tramitação dos processos desmotiva a busca dos instrumentos legais para solução da inadimplência: “O condomínio prefere receber aos poucos a ter de esperar até dez anos por um resultado judicial incerto.”

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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