​​​​​​​Consignado concedido a beneficiários do INSS aumentou 25%

Quando analisados os valores, o montante de novas operações passou de R$ 37 bilhões no ano passado para R$ 46,1 bilhões em 2020.

Conjuntura / 16:53 - 17 de set de 2020

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Pode se falar que quase a totalidade dos setores da população viu os seus ingressos diminuídos ou prejudicados de algum jeito por causa da atual pandemia. De fato, uma pesquisa feita pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) apontou que, só nos primeiros meses do ano, 30% dos pequenos negócios tentaram obter um empréstimo para fazer frente aos custos de manter o empreendimento em pé (insumos, salários, aluguel, entre outros).

Ainda que o setor empresário tenha percebido os primeiros golpes financeiros, a crise também se refletiu na procura de apoio econômico para trabalhadores e aposentados. Um dos serviços financeiros que mais percebeu a demanda foi o crédito consignado, claramente por causa das maiores facilidades na hora de pagar as parcelas e pelos menores custos das taxas.

De acordo com o último boletim mensal publicado pelo Banco Central sobre Estatísticas Monetárias e de Crédito, a contratação de créditos consignados para beneficiários do INSS aumentou um 25% no primeiro semestre do ano, se comparado com o mesmo período do 2019. Quando analisados os valores, o montante de novas operações passou de R$ 37 bilhões no ano passado, para R$ 46,1 bilhões em 2020. Também cresceu o saldo de dívida deste tipo de créditos: de R$ 786 bilhões registrados em 2019, este ano atingiu os R$ 855 bilhões para o mesmo período.

É importante levar em conta que, de acordo com dados do ano passado, são 5,7 milhões de famílias brasileiras as que dependem da renda de uma pessoa idosa para se sustentar, isto é, que mais de 75% dos ingressos da família venham da aposentadoria de um membro dela. Atualmente o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) registra mais de 34 milhões de contratos ativos, mesmo que a quantidade de beneficiários possa ser menor: um aposentado ou beneficiário do INSS pode ser titular de até 9 contratos simultâneos, sempre que a dívida total não superar a margem de 30% da sua renda.

 

Novas regras para o Consignado do INSS - Na procura de brindar uma resposta a um setor que evidentemente está precisando de apoio perante o impacto econômico do Covid-19, o governo nacional já anunciou uma série de medidas para aposentados e pensionistas do INSS, dentre elas destaca a antecipação do 13° salário a até se avalia outorgar um 14° para este ano.

Desde o começo da pandemia outras mudanças foram anunciadas, como a redução das taxas do consignado INSS passando de 2,08% para 1,8% mensal ou o número de parcelas autorizadas para a devolução, crescendo de 72 para até 84 (incrementando o prazo em um ano). No mês de julho foi modificado o prazo de bloqueio para a obtenção de um novo benefício (reduzindo os 90 dias para 30) assim como o prazo de carência para o pagamento da primeira parcela (de 30 para 90 dias). Todas estas medidas terão validade até fim deste ano.

Ainda podem se esperar novas modificações vantajosas para os aposentados: o Conselho Nacional de Previdência Social publicou uma recomendação para que o Ministério de Economia amplie de 30% para 35% a margem da renda que pode ser comprometida por causa da obtenção de um crédito consignado.

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