Consórcios: mulheres são 40% dos participantes ativos no país

Ao superar a marca de 205,5 milhões de habitantes no país, de acordo com os dados divulgados pelo IBGE diariamente, observa-se que a presença feminina é acima da masculina, aproximadamente 51,4% para as mulheres e 48,6¨% para os homens.
Na recente pesquisa realizada em dezembro de 2015 pela Quorum Brasil por solicitação da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), foi observada uma participação feminina de 40% entre os consorciados ativos no Sistema de Consórcios, quando pretendem adquirir bens móveis ou imóveis ou ainda contratar serviços. Houve aumento de quatro pontos percentuais em relação ao último levantamento, feito em 2014, quando era de 36%.
Ao conjugar o perfil detectado pelo IBGE, que apontou serem elas chefes de famílias em mais de 37,3% dos lares brasileiros, constatou-se ainda que as mulheres têm optado por um número menor de filhos e quando os tem, estão mais experientes, com suas vidas mais consolidadas e em faixa etária mais alta.
As mulheres também obtêm destaque na escolaridade e o número das consideradas analfabetas teve redução. Com foco no crescimento profissional, dos 70 mil retornos aos bancos escolares públicos no estado de São Paulo, 61% foram femininos e 39% masculinos.
– O crescimento da participação das mulheres revela um perfil amadurecido de quem comanda lares ou empresas. São economicamente ativas e com ganhos expressivos. Elas também se destacam no espírito empreendedor. Enfrentam riscos e montam negócios próprios cinco vezes mais que os homens. Outra razão está na ampliação de 5,3% da sua renda pessoal, em 2014. Na média nacional dos rendimentos masculinos, houve queda 0,2%, segundo o IBGE – explica Paulo Roberto Rossi, presidente-executivo da Abac.
O Sistema de Consórcios fechou o primeiro mês do ano enfrentando a continuidade do cenário de crise econômica do país. As vendas de novas cotas cresceram 1,3%, subindo de 199 mil (janeiro de 2015) para 201,5 mil (janeiro de 2016), e o total de participantes também apresentou alta, 1,1%, ao atingir 7,18 milhões contra 7,10 milhões, nos mesmos meses.
As contemplações, momento em que os consorciados podem concretizar seus objetivos de adquirir veículos automotores, imóveis, eletroeletrônicos ou contratar serviços, apontaram estabilidade, ficando pouco acima das 118 mil.
O volume de créditos comercializados decorrentes da entrada de novos consorciados registrou crescimento de 9,7%, com R$ 7,66 bilhões em janeiro de 2016 sobre R$ 6,98 bilhões no mesmo período do ano passado. A relação evidenciou aumento de 8,3% na média dos tíquetes de todos os setores, que saltou de R$ 35,1 mil para R$ 38 mil.
Também nos créditos disponibilizados, houve alta de 2% ao chegar a R$ 3,53 bilhões (janeiro de 2016) sobre R$ 3,46 bilhões (janeiro de 2015).

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