Consórcios registram mais de um milhão de novas cotas vendidas

Foram quase R$ 50 bi em negócios; em maio, adesões, créditos comercializados e contemplações crescem em relação a abril.

Conjuntura / 13:20 - 10 de jul de 2020

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Ao terminar o quinto mês do ano, o sistema de consórcios registrou performance mensal positiva. As vendas de novas cotas em maio assinalaram crescimento sobre as do mês anterior, ao saltarem de 128,35 para 173,83 mil, representando aumento de 35,4%.

Apesar do bom desempenho, as adesões acumuladas de janeiro a maio atingiram 1,02 milhão, 12,1% abaixo das 1,16 milhão do mesmo período do ano passado.

No volume de negócios realizados, houve alta de 18%, ao alcançar R$ 8,11 bilhões, em maio, contra R$ 6,87 bilhões em abril. A totalização dos cinco primeiros meses deste ano somou R$ 48,54 bilhões, 4,3% menos que os R$ 50,70 bilhões anteriores.

O tíquete médio mensal esteve em R$ 46,69 mil, assinalando retração de 1,5% sobre os R$ 47,40 de maio do ano passado. Ao analisar os comportamentos mês a mês de 2020, aquele valor, mesmo com a retração de 12,8% sobre abril, ficou na terceira posição na faixa intermediária anual.

"A reversão da tendência observada em maio, que sinalizou possíveis evoluções para os próximos meses, deixou o mercado consorcial otimista", explica Paulo Roberto Rossi, presidente-executivo da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios Abac).

Segundo ele, "a retomada das vendas apontou confiança na modalidade e contribuiu para a recuperação de vários setores da economia".

Os saldos das vendas registrados nos cinco primeiros meses refletiram as dificuldades enfrentadas, entretanto dá sinais de recuperação. Na retrospectiva dos acumulados de novas cotas comercializadas no período de janeiro a maio nos últimos dez anos, foi possível destacar que o volume alcançou a terceira melhor atuação da década.

Paralelamente, apesar da retração de 29% nas contemplações em maio, com 89,79 mil, contra as 126,48 mil de abril, o total de janeiro a maio do ano chegou a 555,88 mil, 9,9% maior que as 506 mil de um ano antes.

Os correspondentes créditos concedidos aos consorciados contemplados, potencialmente injetados na cadeia produtiva ao longo dos meses, somaram R$ 23,15 bilhões, 34% maior que os R$ 17,28 bilhões anteriores.

Em maio, o número de consorciados ativos atingiu 7,10 milhões, 2,2% inferior aos 7,26 milhões do mesmo mês de 2019. Divididos em seis setores, quatro indicaram crescimento: imóveis, veículos pesados, serviços e eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis.

Em razão das instabilidades causadas pela Covid-19, que em alguns momentos permitem flexibilização, em outros obriga recuos nas atividades econômicas, Rossi, aponta que "o cenário futuro é promissor, como demonstrado em maio. Enxergamos o segundo semestre com otimismo, porém com cautela, visto que ainda há controvérsias no declínio da pandemia no país. O sistema de consórcios continuará conscientizando o consumidor sobre suas características e vantagens, destacando que o mecanismo como investimento é o ideal para os que planejam seus objetivos dentro da essência da educação financeira".

No acumulado de janeiro a maio, foram liberados pouco mais de R$ 62 milhões do FGTS para 1.316 consorciados-trabalhadores participantes dos grupos em andamento do consórcio de imóveis. Do total, R$ 34,46 milhões foram para aquisição de imóvel pronto, R$ 12,82 milhões destinaram-se a amortização de saldo devedor, R$ 3,88 milhões abateram parte de prestações, R$ 3,68 milhões foram usados para aquisição de imóvel em construção e R$ 7,19 milhões para liquidação de saldo devedor.

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