Construção civil tem inflação de 1,89% em julho

Segundo o IBGE, índice acumula taxas de 13,49% no ano e de 22,6% em 12 meses.

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) registrou inflação de 1,89% em julho deste ano. O índice apresentou uma queda em relação à da taxa de junho (2,46%), mas teve alta na comparação com julho de 2020 (0,49%).

Segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Sinapi acumula taxas de 13,49% no ano e de 22,6% em 12 meses. Com isso, o custo da construção por metro quadrado chegou a R$ 1.448,78 em julho.

Os materiais de construção tiveram alta de 2,88% no mês e passaram a custar R$ 853,03 por metro quadrado. Já a mão de obra teve alta de 0,52% e passou a ter um custo por metro quadrado de R$ 595,75.

Também a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) divulga hoje a nova edição da pesquisa do Índice, produzida pelo FGV-Ibre, com os dados projetados do faturamento da indústria de materiais de construção em julho. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a pesquisa aponta para uma alta de 3,6% no faturamento deflacionado do setor. Com esse resultado, o faturamento da indústria de materiais chega ao sétimo mês do ano com alta de 21,4% na comparação com o acumulado do mesmo período de 2020. Dados que contribuem para uma estimativa de crescimento de 8% neste ano.

A pesquisa do índice de julho aponta queda de 1,0% no faturamento deflacionado do setor em relação a junho. No acumulado em 12 meses, o crescimento registrado pela indústria de materiais de construção foi de 16,8%. A desaceleração dos resultados apresentados já era esperada e a revisão da estimativa de crescimento para 2021 foi fundamentada na metodologia adotada pelo FGV-Ibre na elaboração do indicador.

Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), a expectativa para o crescimento para este segundo semestre do setor subiu 1,5%. A projeção é baseada no estudo realizado pelo mesmo órgão. Esta é a maior alta desde 2013, e há pouco tempo, o cenário não parecia tão favorável. Com a escassez e aumento de preço na indústria do aço, provocados pela crise internacional imposta pela pandemia do Covid-19, no início de 2021 a expectativa de desenvolvimento para este ano era apenas de 2,5%.  A perspectiva só melhorou com base em um estudo realizado pelo CBIC, intitulado “Desempenho da Indústria da Construção do 2º trimestre de 2021”, que utilizou como referência, dados de determinado período do ano e que projeta um crescimento de 4%.

Para enfrentar o custo ou a falta de matéria-prima, os investidores do setor precisarão buscar a melhor oferta por meio da importação de produtos, mas o que irá ditar a demanda na busca por recursos será o imóvel, pois as baixas taxas de juros e o incentivo ao crédito imobiliário vão continuar ao final de 2021 e em 2022.

Além disso, com esse crescimento em ambos os setores, a economia nacional também será favorecida. Não só em função do PIB, mas também gerará empregos e aquecerá todos os segmentos que orbitam esses mercados.

 

Com informações da Agência Brasil

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