Construção cresce, mas há incerteza sobre continuidade de retomada

Inflação, falta de rumo na economia e intranquilidade institucional preocupam, diz sindicato do setor.

O Produto Interno Bruto (PIB) da construção cresceu 2,7% no segundo trimestre, na comparação com o primeiro, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no último dia 1º. O resultado mostra uma retomada consistente da atividade da construção, pois no primeiro trimestre o PIB do setor também havia registrado crescimento, de 2,1%.

Na comparação com o segundo trimestre de 2020, quando a pandemia abalou a economia, o PIB da construção cresceu 13,1%. Esta alta foi corroborada pelo aumento do número de pessoas ocupadas no setor e pela elevação da produção de seus insumos, levando a construção a ter resultado positivo após cinco trimestres de queda.

Já na comparação do acumulado dos últimos quatro trimestres com os quatro trimestres anteriores, o PIB da construção ainda registrou queda, de 0,7%.

De seu lado, as atividades imobiliárias registraram expansão de 0,4% no segundo trimestre de 2021, na comparação com o primeiro, e de 3,5% em relação ao mesmo período de 2020. No acumulado dos últimos quatro trimestres comparado ao período anterior, houve crescimento de 3,4%.

Os casos confirmados de Covid-19 entre os trabalhadores da indústria da construção paulista caíram de 0,07% para 0,03% do contingente de trabalhadores – o nível mais reduzido desde o início da série histórica, em maio de 2020. Os casos suspeitos se mantiveram em 0,16%.

Estes foram os resultados da 66ª Pesquisa “Conhecendo as Ações das Construtoras Paulistas no Combate à Covid-19”, realizada semanalmente por SindusCon-SP e Seconci-SP (Serviço Social da Construção). Pela sexta semana consecutiva, não se registraram óbitos. Nenhum trabalhador estava em internação hospitalar pela quinta semana seguida. A pesquisa foi feita junto a 592 obras no estado, envolvendo 39.497 empregos diretos e terceirizados, de 19 a 25 de agosto deste ano.

Já o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) avançou 0,99% em agosto. O resultado ficou 0,90 ponto percentual (p.p) abaixo da taxa de julho, quando registrou 1,89% e é a menor variação desde agosto de 2020. No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa atingiu 22,74%, pouco acima dos 22,60% anotados nos 12 meses imediatamente anteriores. O acumulado de janeiro a agosto ficou em 14,61%. Em agosto de 2020, o índice foi 0,88%. Os dados foram divulgados hoje também pelo IBGE.

O custo nacional da construção por metro quadrado passou para R$ 1.463,11, em agosto. Nesse valor, R$ 866,89 correspondem aos materiais e R$ 596,22 à mão de obra. Em julho havia ficado em R$ 1.448,78.

A parcela dos materiais apresentou variação de 1,62%, o que significa um recuo de 1,26 ponto percentual na comparação com o mês anterior, que teve alta de 2,88%. Em relação a agosto de 2020, de 1,60%, a taxa se manteve no mesmo patamar.

A parcela da mão de obra ficou com taxa de 0,08%, também apontando queda de 0,44 p.p. se comparado ao índice de julho (0,52%) e se manteve quase no mesmo patamar de agosto de 2020 (0,09%).

Os materiais alcançaram 22,03% no acumulado do ano e na mão de obra atingiu 5,33%.. Em 12 meses, os acumulados chegaram a 37,69% nos materiais e 6,03% na mão de obra.

A maior variação regional em agosto, de 1,71%, foi a da Região Sul, por causa do impacto da alta observada na parcela dos materiais em todos os estados e o acordo coletivo em Santa Catarina. Nas outras regiões, no Norte subiu 0,90%, no Nordeste 1,03%, no Sudeste 0,68% e no Centro-Oeste, 1,23%. Já nos custos regionais, por metro quadrado, o Norte registrou R$ 1.413,47; o Nordeste R$ 1.378,49; o Sudeste R$ 1.526,39; o Sul R$ 1.547,75 e o Centro-Oeste R$ 1.424,02.

A maior variação mensal entre os estados foi em Santa Catarina, com alta de 3,65%, seguido pelo Ceará com 2,05%. O resultado sofreu pressão do reajuste na mão de obra previsto em convenção coletiva.

 

Com informações da Agência Brasil

Leia também:

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