Consultas com pediatras caíram 35,4% após pandemia

Especialidade foi a mais impactada na comparação de 2019 com 2020; entre adultos, 62% só vão a médico quando têm algum sintoma insuportável.

As consultas ambulatoriais em Pediatria na saúde suplementar foram as mais afetadas após a chegada da pandemia. Das 25 especialidades analisadas, o atendimento com esses especialistas caiu de 16,5 milhões para 10,6 milhões (-35,4%) entre 2019 e 2020, de acordo com a “Análise Especial do Mapa Assistencial da Saúde Suplementar no Brasil entre 2015 e 2020”, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess).

Dados do Relatório 2020 de Mortalidade Infantil do Unicef revelaram os avanços conquistados pelo Brasil entre 1990 e 2019. Houve redução significativa na mortalidade de recém-nascidos (-56,1%), e de crianças de até 5 anos (-59,8%). Contudo, em 2019, o país assinalou a terceira maior taxa de mortalidade de adolescentes na América Latina (7,1%), atrás da Guiana (8,6%) e da Venezuela (12,6%). Acesse no portal do Iess a íntegra da análise.

A queda do número de consultas não foi uma particularidade apenas na pediatria. A pesquisa Vox Populi, realizada em abril deste ano a pedido do Iess, mostrou queda no percentual de entrevistados que realizaram consultas, de 86% na pesquisa de 2019 (antes da pandemia) para 71% em abril de 2021, na procura de consultas médicas. A pesquisa mostrou que o serviço mais procurado foi o exame diagnóstico (88%). Além disso, a análise especial do “Mapa Assistencial na Saúde Suplementar no Brasil entre 2015 e 2020”, elaborada pelo Iess, mostrou que os atendimentos com mastologistas e urologistas caíram 24,4% e 22%, respectivamente, entre 2019 e 2020.

Já a pesquisa “10 respostas sobre a saúde do homem”, realizada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL), em parceria com a Gillette ouviu 1.800 homens, de 18 a 65 anos, sendo 1.000 distribuídos entre as diversas regiões brasileiras e 800 no México, Argentina e Colômbia. Esse levantamento trouxe recortes importantes e informações para mobilizar os gestores públicos e os formuladores de políticas públicas, para a necessidade de uma linha de cuidados para a saúde do homem e, também, sugestões dos brasileiros no que se refere ao atendimento disponibilizado na atenção primária, para receber o homem, atender e fazer o encaminhamento desse público no sistema de saúde.

O estudo trouxe alguns dados alarmantes como, por exemplo, que 62% dos brasileiros só recorrem ao sistema de saúde quando têm sintoma insuportável e apenas 43% reconhecem que são do grupo de risco e que precisam se cuidar. Segundo a pesquisa, 53% dos brasileiros recorrem ao Google para buscar informações sobre saúde, 34% assistem vídeos do YouTube e 9% preferem as mídias sociais de artistas e médicos para se informar. O suporte das empresas em relação ao autocuidado dos funcionários ainda é pouco, sendo que apenas 18% organizam campanhas de esclarecimento sobre riscos à saúde.

O estudo revela ainda que durante a pandemia 90% dos brasileiros encontraram motivação para observar o corpo com mais atenção e ampliar os cuidados com a saúde. As ações relatadas vão desde uma alimentação mais saudável até a compreensão da importância da imunização e a diminuição do uso de bebida alcoólica e tabaco. Quando perguntados sobre o que significa cuidar da saúde, 65% acreditam que é ir ao médico quando há algum problema, 36% entendem que significa fazer academia regularmente e 17% jogar futebol aos fins de semana.

Os latino-americanos aparecem na pesquisa mais otimistas que os brasileiros em relação à própria saúde. Cerca de 83% dos brasileiros consideram sua saúde de excelente a boa enquanto nos outros países esse índice é de 90%. Por outro lado, 77% dos homens brasileiros estão informados sobre a importância do exame de toque retal para a detecção do câncer de próstata; já a parcela de homens latino-americanos é menor, 55%.

Além disso, 70% dos brasileiros fazem exames anualmente, na América Latina são 57%. No Brasil, os homens também estão mais preocupados com a saúde mental, sendo que 42% querem melhorar os cuidados nesta área, contra 34% nos demais países.

A maioria dos homens está alerta para não ignorar ou subestimar o câncer de próstata. No entanto, ainda há uma parcela significativa de homens, entre 15% e 20%, que diz não saber como evolui a doença e se deve monitorá-la. Segundo a presidente do Instituto, entre os homens brasileiros acima dos 45 anos, 34% disseram que não fizeram o exame por não sentir nada de errado com a próstata e 43% porque o médico não indicou o exame. Apesar disso, 60% deles reconhecem que a doença pode não apresentar sintomas; 39% dos homens brasileiros acham que o câncer de próstata acabará com a vida sexual deles e 16% acham que a doença sempre causará impotência. Já entre os latino-americanos, os números são 37% e 18%, respectivamente.

O questionário foi respondido entre 7 e 14 de outubro por 1.800 homens, sendo 1.000 no Brasil – 49% no Sudeste, 23% no Nordeste, 14% no Sul, 7% no Centro-Oeste e 7% no Norte – e 800 em outros países da América Latina: 56% no México, 24% na Argentina e 20% na Colômbia.

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