Consumo das classes C e D avançou em 9% no quarto trimestre

A primeira edição da Pesquisa de Hábitos de Consumo das Classes C e D da Superdigital, fintech do Grupo Santander, aponta que os brasileiros gastaram 9% a mais no quarto trimestre de 2020 sobre o trimestre anterior. O levantamento foi feito com os clientes da Superdigital, que reúne mais de 1,7 milhão de contas ativadas em todas as regiões do Brasil. A pesquisa, baseada nas transações feitas pelos clientes, será mensal a partir de março, com o objetivo de traçar o perfil do consumidor destas classes sociais.

“Os dados apontam para uma recuperação no nível de consumo das famílias das classes C e D, ajudada pelo pagamento das últimas parcelas do auxílio emergencial e 13º salário”, afirma Luciana Godoy, CEO da Superdigital no Brasil.

Avaliando-se os dados por setor, a maior variação registrada entre o quarto trimestre ante o período anterior é em transporte, que cresceu 19%, seguido de restaurante (13%), lojas de roupas (11%), supermercado (10%), companhias aéreas (7%) e combustível (6%). No segmento de serviços, que inclui Correios, estacionamento, cartório, dentista, academia, ótica, entre outros, recuou 17%. Rede online, que considera aplicativos de delivery de comida, de streaming, entre outros, caiu 13%. Já hotéis e motéis recuaram 11%.

Considerando apenas o quarto trimestre, 31% do consumo foram em supermercados, seguido por restaurantes (12%), lojas de artigos diversos (11%), serviços (10%), transporte (6%), entre outros.

No Rio de Janeiro, os dados da pesquisa mostram que os gastos das classes C e D avançaram 22%. Os setores de transporte (13%), restaurantes (8%), loja de artigos diversos (7%), supermercados (6%) e combustível (5%) foram os destaques positivos. Na outra ponta, houve um recuo nos gastos com companhias aéreas (-20%), rede online (-20%), serviços (-15%), automóveis e veículos (-14%) e diversão e entretenimento (-13%).

O levantamento também apresenta dados sobre o comportamento de compras. Nos três últimos meses de 2020, as compras virtuais recuaram em quase todos os itens. Vale destacar a queda de 13% em serviços e 5% em restaurante. Ou seja, no terceiro trimestre as pessoas estavam consumindo mais pela internet.

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