Consumo das famílias caiu 25% em fevereiro

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), recuou 0,6% em fevereiro deste ano, na comparação com janeiro. Em relação a fevereiro de 2020, a queda chegou a 25,3%.

Esse é o pior mês de fevereiro da série histórica iniciada em 2010. Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os brasileiros estão mais cautelosos na hora de comprar em razão de incertezas econômicas.

Na passagem de janeiro para fevereiro, cinco dos sete componentes da ICF tiveram recuo, com destaque para o momento para a compra de bens duráveis (-4,7%). Dois itens tiveram alta: perspectiva de consumo (1,2%) e nível de consumo atual (3,4%).

Já na comparação com fevereiro de 2020, todos os sete componentes da ICF tiveram queda. As maiores retrações foram observadas no momento para a compra de duráveis (-39,6%), perspectiva de consumo (-31,7%) e renda atual (-30,6%).

Já estudo sobre o consumo virtual no contexto da pandemia, realizado pela All iN e Social Miner, em parceria com a Opinion Box, Compre & Confie Neotrust, Clearsale e Aftersale, revelou que só em 2020, as lojas virtuais tiveram 42,9 milhões de consumidores únicos, sendo 47% deles (20 milhões) estreantes nesta modalidade de compra.

Dados observados revelaram, por exemplo, que entre março e maio, quando a Covid-19 passou a dominar a agenda da mídia – representando cerca de 56,5% de toda cobertura de imprensa e com pico de 70% no final de março -, a grande aderência à campanha “fique em casa” fizeram as buscas por delivery no google crescerem 390%; as pesquisas por “como fazer comida em casa” aumentarem 110%; “como fazer pães”, 110%; e “como fazer bolos”, 61%.

Em abril, a representatividade das visitas em sites de alimentos e supermercado subiu 68% em relação ao volume total de visitas no mês anterior, e a representatividade de multicategoria cresceu 284% no mesmo período. Na contramão, é possível notar queda significativa de representatividade da categoria moda e acessórios, que caiu 26%, e beleza, que perdeu 15% do total de visitas em um comparativo de março a abril.

O número de cadastros também caiu nas categorias de moda e acessórios (6%) e beleza (28%), de março a abril. Foi só entre os meses de agosto e setembro, com a saturação do tema Covid-19 nas mídias e a diminuição na intensidade da cobertura da imprensa – que acabaram influenciando o retorno do consumidor à circulação, de acordo com dados do Google mobilidade -, que os cadastros nos sites de moda e acessórios voltaram a crescer, 53%, enquanto os cadastros em sites de alimentos e supermercados caiu 78%, já que as pessoas voltaram a frequentar ambientes físicos.

Quando o assunto é vendas, alimentos e supermercado se destaca, quase triplicando sua representatividade em abril em relação a março, crescendo 181%, e se mantendo acima dos 14% pelos meses seguintes, até cair 52% em setembro no comparativo com agosto.

A categoria bebidas também apresentou um aumento na representatividade das vendas, com crescimento de 159% em março em comparação a fevereiro. Entre março e abril, por exemplo, no momento de maior volume de notícias sobre a pandemia, o interesse das pessoas pela compra de vinho aumentou 122% – variação maior que a registrada em períodos de festas de final, quando a alta não passou de 56%. Além disso, com a maior permanência das pessoas em casa, a atenção de muita gente provavelmente se voltou às “reformas”. Isso porque no final de setembro, o termo atingiu um pico e, em outubro, a representatividade do segmento de casa e construção nas vendas pela internet teve destaque, ao apresentar um crescimento 16 vezes superior ao valor apurado em março.

Em julho, a representatividade das vendas na categoria farmácia e saúde saltou 429% no comparativo com junho.

 

Com informações da Agência Brasil

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