Consumo de energia encerrou trimestre com alta de 1,21%

ONS: em março deste ano, Subsistema Sudeste/Centro-Oeste registrou variação positiva de 4,1%, se considerando mesmo mês de 2021.

O início de 2022 continua favorável para o consumo de energia. Após duas altas consecutivas em janeiro e fevereiro, respectivamente de 2,16% e 6,21%, o mês de março registrou aumento de 1,21% na análise setorial. Apesar de moderado, o resultado reflete a performance de oito dos 11 principais segmentos da economia apurados pelo Índice Comerc. Dentre eles, a categoria de siderurgia e metalurgia lidera o ranking com crescimento de 4,97% no consumo de energia, seguida do setor de manufaturados, com aumento de 3,26%, comércio e varejista com 2,19% e de veículos e autopeças, segmento que vem se recuperando nos últimos meses e encerrou o trimestre com acréscimo de 2,17% na frente de química, materiais de construção, embalagens e alimentos, que tiveram variação em alta entre 0,46% e 1,06. Já a categoria eletromecânica segue na contramão desse cenário, com queda de 9,75% provocada, em grande parte, pela guerra no leste europeu. Segundo sondagem da Associação Brasileira Indústria Elétrica Eletrônica (Abinee), a associação que representa o setor, a produção industrial foi fortemente impactada devido à importação de componentes que contêm insumos produzidos pela Rússia ou Ucrânia. Ainda que mais leve, a retração também foi sentida pelos setores de papel e celulose (-2,09%), têxtil, couro e vestuário (-1,15%).

Na comparação anual com 2021, o consumo consolidado de março 2022 cresceu 2,28%, puxado principalmente pelo desempenho da categoria comércio e varejista, que apresentou alta de 30,80% após ter sido fortemente impactado pela crise da Covid. O resultado aponta para uma perspectiva animadora, sobretudo considerando as oscilações sentidas no consumo de energia nos últimos 12 meses.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que a carga de energia, em março, expandiu 1,9%, na comparação com igual mês de 2021, segundo seu boletim mensal. O Sistema Interligado Nacional (SIN) chegou a 74.116 MW médios. Em relação ao mês de fevereiro deste ano, foi observada variação positiva de 0,5%. No acumulado dos últimos 12 meses, a carga do SIN apresentou alta de 3,3% no comparativo do mesmo período. A carga do SIN tem sido diretamente impactada pela desaceleração de segmentos da economia nos primeiros meses de 2022. Porém, com o aumento da atividade proporcionada pela melhoria da pandemia no país, o setor de serviços registrou crescimento, o que favoreceu o resultado.

O boletim mensal apontou também um incremento de 4,1%, em relação a igual mês do ano anterior no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, com 44.242 MW médios. Temperaturas elevadas, ocorridas ao longo de março, provocaram uma maior utilização dos equipamentos de refrigeração. Além disso, houve o registro do setor de manufatura, além da capacidade instalada da indústria e na contratação de insumos.

A Região Sul computou ligeira redução de 0,9% no comparativo com março de 2021, e volumes em 12.894 MW médios, enquanto o Nordeste teve recuo de 0,8% e 11.309 MW médios. Já o Norte, apresentou o maior decréscimo entre os subsistemas com 2,9% e 5.671 MW médios, devido aos efeitos de uma redução parcial de um contrato de um consumidor do mercado livre de energia da região.

Para esta semana, o boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) do ONS traz projeções positivas para as afluências no Sul do país, ou seja, a chuva que de fato cai nos reservatórios das usinas hidrelétricas. Mesmo o período seco já tendo iniciado, a região destaca-se com a expectativa de registrar 147% da Média de Longo Termo (MLT) no quinto mês do ano. A indicação é de que os outros três subsistemas apresentem índices menores. O Norte, com 98%; Sudeste/Centro-Oeste, com 69% e o Nordeste com 49% da MLT. Já os prospectivos para o dia 31 de maio, apontam que reservatórios seguirão com bom armazenamento de água. O subsistema Sul chegará a 84,6% de sua capacidade máxima: uma recuperação de 198,62% nos últimos três meses, quando os volumes estavam marcando 28,33% em fevereiro. As regiões Norte e Nordeste terão armazenagem em 99,6% e 94%, respectivamente, já no Sudeste/Centro-Oeste corresponderá a 69%.

O documento sinaliza ainda que a carga de energia do SIN, comparada a maio de 2021, terá alta de 1,8%, com montante de 68.815 MW médios. A região Sudeste/Centro-Oeste indica alta de 2% e 39.910 MW médios. O subsistema Nordeste apresentará um crescimento de 3,6% e 11.305 MW médios. Na sequência, o Sul terá aumento de 1,5% e 11.720 MW médios. O Norte permanece em variação negativa de 2,5% e 5.880 MW médios. A região ainda sente os efeitos de uma redução parcial de um consumidor do mercado livre de energia.

Em relação ao Custo Marginal de Operação (CMO), na semana operativa, haverá um declínio de 58,25% nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Sul ante o registrado anteriormente. Os valores estavam acoplados em R$ 32,22/MWh e devem atingir R$ 20,36/MWh. O Norte e Nordeste permanecem zerados há quase quatro meses seguidos.

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