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Em 2016, o setor de seguros faturou R$ 132 bilhões (excluindo a receita do seguro-obrigatório – DPVAT – e do VGBL). Dez...

Em 2016, o setor de seguros faturou R$ 132 bilhões (excluindo a receita do seguro-obrigatório – DPVAT – e do VGBL). Dez anos antes, esse valor foi de R$ 44 bilhões. Ou seja, no período, uma evolução de 200%. Na década, o IGPM cresceu 89%; o IPCA, 82%; o dólar comercial, 60%. “Ou seja, o mercado de seguros brasileiro superou com folga esses indicadores”, informa o consultor Francisco Galiza.

Porém, esse aumento não foi uniforme. O seguro saúde cresceu 295%, o seguro de pessoas variou 264%, enquanto que o seguro de automóvel variou 144%. Essa diferença de taxas resultou em mudanças nas posições dos ramos. Em 2006, o automóvel liderava o setor com 30% do total da receita. No ano passado, caiu para terceiro, com participação de 25%. Nesse mesmo período, o segmento de pessoas passou de 21% para 26%. O destaque foi para o seguro saúde, de 21% para 27%, assumindo a liderança. Galiza explica que, em uma crise, o último seguro a ser cortado é o de saúde, devido ao medo que o segurado tem de ficar desassistido por não confiar no setor público.

Porém, não há como dissociar a liderança dos polpudos aumentos que planos e seguros de saúde tiveram nos últimos anos, bem acima da inflação. Para um IPCA abaixo de 4% nos últimos 12 meses, a ANS, que deveria regular o setor, autorizou reajuste de 13,55%. Os seguros empresariais, não controlados pela agência, tiveram alta bem maior, na casa de 20% – aliás, índices muito similares em diferentes seguradoras, comprovando a extrema concentração de mercado e parca concorrência. A principal alegação para os aumentos várias vezes superiores à inflação é a alta dos custos de exames e internações, com a desculpa da alta do dólar. Mas nos últimos 12 meses a cotação da moeda norte-americana caiu 7,7% – é preciso buscar outro culpado.

Há pouco menos de um ano, o presidente de uma grande seguradora disse que todos perdem no setor, clientes e empresas, e que, nesse ritmo, em quatro anos não haveria mais seguro saúde. Restam três anos, e as seguradoras estão fazendo o possível para tornar a previsão, realidade.

 

Vidraça

Que tal os irmãos Wesley e Joesley aproveitarem as delações para explicitar suas relações com a mídia? Poderiam começar explicando por que irrigaram os jornalões com uma página do Banco Original, todo dia, durante pelo menos quatro meses.

 

Respeite a vida

No mês em que se pretende chamar a atenção da sociedade para o alto número de acidentes e mortes no trânsito, a ValeCard preparou uma lista com sete dicas para auxiliar a reduzir as ocorrências: respeite e use a faixa de pedestre; nunca ingira bebida alcoólica e dirija; nunca dirija ao celular ou pegue objetos dentro do veículo com carro em movimento; observar as condições do veículo antes de viajar; sempre use o cinto de segurança; respeite os limites de velocidade; dirija com segurança.

No mundo, pelo menos 3 mil pessoas morrem diariamente em ocorrências no trânsito. O Brasil aparece em quinto lugar no ranking mundial de mortes no trânsito.

 

Tecnicamente quebrados

Desde 2007, o montante mundial das dívidas públicas mais que duplicou, passando de US$ 28,7 trilhões para mais de US$ 61 trilhões, sendo um terço deste montante é dos Estados Unidos, que viram seu débito triplicar. Cada cidadão estadunidense tem sobre os seus ombros mais de US$ 60 mil de dívida federal, recorde mundial, anota o boletim semanal Resenha Estratégica.

 

Rápidas

Após o sucesso nas cidades de São Paulo e Belo Horizonte, o aplicativo de táxi exclusivo para mulheres FemiTaxi chega ao Rio de Janeiro. É composto apenas por motoristas do sexo feminino *** Os elementos de uma boa comunicação estarão em discussão na segunda edição do Intensive Leadership Academy (ILA), que acontece 9 e 10 de junho, em Curitiba. Mais informações: www.ilabr.com.br *** Como transformar os processos da sua empresa por meio de APIs: o tema vai ser discutido no evento Apix, que será realizado em 30 de maio, em São Paulo *** A Sonda, de TI, anunciou Reginaldo Ladvig como novo vice-presidente da unidade de Plataformas *** A sétima edição do evento sobre o mercado imobiliário de Portugal promovido pelas imobiliárias Porta da Frente (Portugal) e Judice & Araujo (Brasil) será realizado em 1° de junho, às 9h, no Hotel Pestana Rio Atlântica, em Copacabana. Inscrições: https://pt.surveymonkey.com/r/ZQ8B55J *** Especialistas debaterão, 31 de maio, os “Desafios da política fiscal para a retomada do crescimento”. O seminário é promovido pelo Ibre e contará com a presença do (ainda) ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. Informações e inscrições: http://portalibre.fgv.br *** Em 1 e 2 de junho, acontecerá o VII Encontro Brasileiro de Advogados Criminalistas (Ebac), em João Pessoa, na Paraíba, organizado pela Abracrim. O presidente da entidade no Rio, James Walker Júnior, participará da palestra “Advocacia Criminal como Proteção da Dignidade Humana”

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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