De acordo com o último levantamento realizado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida Fenaprevi) junto às associadas, as contribuições em planos de previdência privada aberta no país ao longo do terceiro trimestre de 2023 somaram R$ 47,3 bilhões, aumento de 11,9% sobre igual período no ano passado. Também neste intervalo os resgates totalizaram R$ 30,1 bilhões, revelando queda de 1,2%. Com isso a captação líquida (contribuições menos os resgates) cresceu 45,4%, encerrando o trimestre em R$ 17,2 bilhões.
No acumulado entre janeiro e setembro de 2023, a arrecadação dos planos de previdência privada aberta totalizou R$ 124,7 bilhões, enquanto R$ 96 bilhões foram resgatados desses mesmos planos, resultando na captação líquida de R$ 28,6 bilhões. Os valores indicam a resiliência dos participantes em construir uma poupança previdenciária. Atualmente, os ativos do segmento superam os R$ 1,3 trilhão, um crescimento de 12,6% em um ano. VGBL corresponde a 92% das contribuições.
O levantamento também detalha a arrecadação de acordo com o tipo de contratação do plano de previdência. Cerca de 92% foram em planos VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre, o equivalente a R$ 114,2 bilhões. Outros 7% no PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre – que somaram R$ 8,2 bilhões e, por fim, R$ 2,3 bilhões em planos Tradicionais, sendo, aproximadamente, 1% do total.Ao final de setembro havia 13,9 milhões de planos de previdência privada aberta no país, sendo 62% deles VGBL, 22% PGBL e 16% Tradicionais.
Ao todo, são 11 milhões de detentores de planos de previdência privada aberta, 225 mil pessoas a mais do que em setembro do ano passado. Desse total, a maioria, 8,8 milhões, são de planos individuais, o que mostra o potencial de crescimento da previdência privada aberta no mercado de trabalho.
Brasileiro mais preocupado
Uma pesquisa da Fenaprevi, encomendada ao Instituto DataFolha, entrevistou mais de duas mil pessoas, de Norte a Sul do País. Intitulada “A Percepção dos Brasileiros sobre os Seguros Pessoais e Planos de Previdência”, ela identificou os principais pontos de atenção dos brasileiros hoje quando o assunto é aposentadoria, planejamento financeiro, seguros e previdência privada.
A pesquisa revelou, por exemplo, que 82% dos entrevistados pretendem planejar suas finanças, sendo que 58% pensam nisso sempre ou frequentemente e têm objetivos para os próximos 12 meses. Já 4% dos brasileiros não gostam ou não conseguem se planejar, pois vivem apenas o presente; 3% alegam falta de informação e de conhecimento para montar um planejamento; e outros 3% afirmaram que “o futuro a Deus pertence”.
Entre os entrevistados, quatro em cada 10 (41%) dizem que tiveram sua vida afetada financeiramente pela pandemia da covid-19. Dentre as principais formas de diminuir os efeitos dessa situação estão poupar/ investir (38%) e fazer seguro/ previdência (11%).
Também com o episódio (a pandemia) subiu para 28% o número de brasileiros que se preocupam em guardar dinheiro, sendo que há dois anos (na primeira edição da pesquisa, em 2021) eram apenas 23%.
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