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De acordo com o site Wikileaks, Cuba denunciou que o Facebook censurou uma página que pedia ao YouTube – controlado pelo Google – a restituição do canal de vídeos do site estatal Cubadebate.cu, fechado por denúncia de violação de direitos autorais: “O Google censura, o Facebook também. Hoje amanhecemos com uma nova agressão”, afirma o portal cubano, ao informar que, sexta-feira, a rede social retirou do ar uma página que contava com cerca de mil seguidores.
A página fora criada depois de o Cubadebate denunciar que o YouTube fechara sua conta, alegando “infração de copyright” em um vídeo sobre o ex-agente cubano da CIA Luis Posada Carriles, que é julgado esta semana nos Estados Unidos por fraude migratória.

Expansão
A Rede Chinesa de Difusão Internacional (China International Broadcasting Network) foi inaugurada terça-feira em Beijing. A nova rede, criada pela Rádio Internacional da China (CRI), marca a plena entrada da CRI, com quase 70 anos de história, no setor de novas mídias. A CIBN vai fazer transmissões multilíngues – inclusive português – ao mundo utilizando internet e telecomunicação móvel.

Proteção
Nos “jornalões” do Rio, continua a blindagem nível 6 do Governo Sérgio Cabral. Desta vez, no caso do desastre na Região Serrana. Se no ano passado os prefeitos de Angra dos Reis e Niterói foram execrados pela mídia e praticamente saíram da vida pública, por nada terem feito após supostamente terem sido alertados de problemas em áreas de risco, este ano não é igual àquele que passou, pelo menos não quando envolve Sérgio Cabral. A imprensa paulista publicou que o governo fluminense fora previamente alertado sobre risco de desastre na Região Serrana através de estudo da UFRJ concluído desde 2008, e pago pelo próprio governo, mas o secretário estadual de Meio Ambiente teria priorizado outras áreas. A mídia carioca relega o assunto a notas marginais.

Cara de paisagem
Imaginem que o PT conquistasse nas urnas a maioria absoluta na Câmara dos Deputados e decidisse revogar a lei das privatizações do tucanato. Imaginem a gritaria dos colunistas da mídia tradicional. Pois nos Estados Unidos, não é preciso imaginar. É o que a maioria republicana recém-conquistada fez com a lei que reformou – timidamente – o acesso à saúde na maior potência do mundo. Como está mexendo com direitos de pobres, não se ouve uma voz na imprensa tupiniquim questionando a quebra dos contratos.

Natural
A Via Verde Produtos Naturais inaugura mais uma unidade, desta vez no Recreio Shopping, Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. A rede, que aumentou em 60% o número de franquias em 2010, planeja um crescimento de 20% no faturamento em 2011 e espera dobrar a quantidade de lojas em todo o Brasil. A empresa aposta na inovação para se manter em expansão. Entre as novidades, alimentos para diabéticos e uma seção especial para pessoas com intolerância a glúten.

Caos amapaense
Nomeado gestor do Gabinete de Gerenciamento da Crise, o secretario de Planejamento do Amapá, Juliano Del Castilo, informa que a dívida do estado gira em torno de R$ 1,7 bilhão, equivalente a 100% da receita corrente líquida do Orçamento para 2011:  “A crise é muito grave e exige medidas duras, mas necessárias para manter a governabilidade e iniciar a reconstrução do estado”, afirma Del Castilo.
O arsenal de medidas inclui contenção de gastos correntes, suspensão de quitações de restos a pagar, auditoria da dívida e extinção de órgãos. Além disso, a Procuradoria estadual entrará com ações de improbidade administrativa e apropriação indébita contra os dois últimos governadores do Amapá, Waldez Goes e Pedro Paulo Dias, presos, no fim de 2010, pela Polícia Federal na operação Mãos Limpas. Ambos são apontados pelo secretário como responsáveis pela caótica situação financeira das finanças estaduais.

Inócua
A exemplo do que acontece em outras unidades da federação, estaduais e municipais, em situações similares, o caso do Amapá não é enquadrável pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LFR). Já que a LFR serve apenas para estrangular as contas de União, estados e prefeituras, para garantir a transferência de recursos para arcar com o pagamento de dívidas, os legisladores deveriam, no mínimo, remover do nome a referência moralista com que a nomearam seus autores.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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