Convenções partidárias começam dia 31

Prazo vai até 16 de setembro; no Rio, há 11 pré-candidatos.

Decisões Econômicas / 11:21 - 23 de jul de 2020

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A partir da próxima sexta-feira, 31 de julho, começa o prazo para as convenções partidárias, que este ano têm uma novidade: poderão ser realizadas de forma virtual, com autorização do TSE, para evitar aglomerações. A data limite para a escolha dos candidatos às eleições de novembro é 16 de setembro. No Rio, há 11 postulantes ao cargo de prefeito. Esse número pode cair, pois algumas legendas discutem coligações. Em Niterói há seis pré-candidatos à sucessão do prefeito Rodrigo Neves e uma curiosidade: três deles são delegados de polícia: Amorno Rayol (PSD), Deuler da Rocha Gonçalves Junior (PSL)e José Carlos Pires (PMN).

 

Eleição fora da ordem do dia

A esta altura, em anos anteriores, as pessoas estariam começando a prestar atenção na eleição de prefeito e vereador. Mas o país está absorvido pelas disputas políticas em torno da pandemia da Covid-19, de seus efeitos nas estatísticas sanitária e econômica. Por isso, por mais que se esforcem os pré-candidatos não conseguem atrair a atenção dos eleitores. Este ano teremos uma campanha curtíssima, centrada nas redes sociais e com número recorde de candidatos ao cargo majoritário.

Deputado André Ceciliano

Fórum político do estado

O Rio terá um Fórum Político para discutir o desenvolvimento econômico no estado no período pós-pandemia de Covid-19. A iniciativa é do presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT). Segundo ele, a ideia é reunir representantes dos legislativos estadual e federal e da sociedade para discutir as grandes cadeias produtivas do estado, incluindo estratégias de desenvolvimento do complexo de petróleo e gás, indústria naval, saúde, agricultura, turismo e meio ambiente, entre outros temas. Os primeiros encontros devem ser virtuais.

 

Estudantes terão opção de ficar em casa

Projeto de lei assinado pelo presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT), e pelo deputado Waldeck Carneiro (PT) garante aos alunos das redes pública e privada de ensino de todo o Estado do Rio de Janeiro a opção de permanecer com a aprendizagem remota até que haja uma vacina contra a Covid-19. Segundo os parlamentares, em vários municípios já há o planejamento para a retomada das aulas presenciais, mas é preciso garantir o direito de opção para quem não se sente seguro o suficiente para frequentar as aulas presenciais. Para alunos menores de 18 anos, a decisão ficará a cargo dos pais.

 

Solução pela metade

Tramita na Alerj projeto de lei do deputado Marcelo Cabeleireiro (DC) que determina a criação de um serviço telefônico disque denúncia de maus tratos contra animais domésticos no Estado do Rio de Janeiro. Trata-se de uma linha telefônica com WhatsApp para recebimento de denúncias de maus tratos a animais domésticos, incluindo envio de fotos e vídeos. A iniciativa é bem-vinda, mas o estado não dispõe de estrutura para recolher, tratar e acolher esses animais. O projeto de lei apenas autoriza o estado a firmar convênios com os municípios para instituir políticas conjuntas para o enfrentamento aos maus tratos aos animais domésticos.

 

Lei limita gastos com publicidade

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, sancionou a lei assinada por 20 vereadores, tendo à frente o vereador Junior da Lucinha (PL), que suspende, enquanto perdurar o decreto de calamidade pública ou de situação de emergência, despesas com publicidade ou propaganda institucional da Prefeitura. A lei, no entanto, deixa brechas para esse tipo de gasto para preservação da ordem e segurança pública, para divulgar programas sociais da prefeitura, entre outras. E, claro, a prefeitura pode gastar à vontade para divulgar as ações contra o novo coronavírus.

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