COP26, principal cúpula da ONU sobre clima

Está prevista a participação de mais de 30 mil negociadores.

Começou neste domingo (31 de outubro) a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-26), principal cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) para debater as graves questões relacionadas ao clima. Para o Secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, a cúpula é a derradeira chance de “virar a maré” do clima. O evento que ocorre em Glasgow vai até 12 de novembro.

Relatório divulgado em 9 de agosto pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) atestou pela primeira vez, sem deixar margem para dúvida, que os seres humanos são responsáveis pelo aquecimento global. Conforme o IPCC, a temperatura média da superfície da Terra subiu 1,09º C, entre 1850–1900 e a última década.

Desde a Rio92, a ONU reúne os principais países nas COPs, Conferência (no sentido de conferir) das Partes, quando compromissos com o meio ambiente são firmados e avaliados. A origem foi denominada de Cúpula da Terra. Nela, firmou-se a Convenção Quadro sobre Mudanças Climáticas (UNCCC). Basicamente, firmou-se no Rio de Janeiro um quadro de compromissos de estabilização das concentrações de gases difusores do efeito estufa na atmosfera para evitar interferências danosas no equilíbrio climático.

O Tratado compreende 197 nações e vigora desde 1994. Nesta COP26 está prevista a participação de mais de 30 mil negociadores, representando governos, Estados, empresas e sociedade civil. Prevista para se realizar em 2020, a COP26 foi adiada pela pandemia da Covid-19.

Anteriormente, em 2015, Paris sediou a COP21, quando firmou-se o compromisso de barrar o aquecimento global em até 2ºC.

Com informações da UN News.

 

Há dez anos na Coluna Empresa-Cidadã

(23/11/2011 – “Menor rendimento da maioria”)

Ninguém está 6% desempregado. Todos que perderam o emprego estão 100% desempregados.

Em agosto de 2011, o rendimento médio do trabalho principal recebido pela População Economicamente Ativa (PEA) das seis maiores regiões metropolitanas brasileiras (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre) foi R$ 1.629,42. Em relação ao mês anterior, esta cifra equivale a uma pequena elevação real de valor (0,5%). Em relação a agosto do ano anterior, a alta real é mais significativa (3,6%).

Em agosto, o rendimento médio da PEA branca foi de R$ 2.040,26, considerados todos os gêneros. Entre a PEA preta e parda, o rendimento médio foi de R$ 1.115, 55, considerados igualmente ambos os sexos. Em relação a 2010, observa-se um aumento no rendimento médio do trabalho recebido pela PEA dos dois grupos de cor ou raça, considerados ambos os sexos. A PEA branca experimentou um aumento de 2,4% (em relação a R$1.992,01, em agosto de 2010) e a PEA preta e parda experimentou um acréscimo de 5,2% (em relação a R$1.060,85, em agosto de 2010).

Estes dados constam da 24ª edição do boletim Tempo em Curso, publicação eletrônica mensal sobre as desigualdades de cor ou raça e gênero no mercado de trabalho metropolitano brasileiro, recentemente publicada pelo Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais da UFRJ (Laeser), coordenado pelo professor Marcelo Paixão. Esta publicação está baseada nos dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgados mensalmente pelo IBGE em seu portal. A PME utiliza informações sobre o mercado de trabalho da população residente nas seis maiores regiões metropolitanas brasileiras.

O rendimento médio do trabalho, observados os gêneros, revela que em agosto de 2011, o rendimento médio da PEA branca masculina foi de R$ 2.364,26 (contra R$ 2337,84, em agosto de 2010), revelando um acréscimo de 1,1%. O rendimento médio do trabalho da PEA masculina preta e parda foi de R$ 1.266,50 (contra R$ 1.197,85, em agosto de 2010), um acréscimo, mais expressivo, de 5,8%.

Quanto à PEA feminina, em agosto, as mulheres brancas obtiveram rendimento igual a R$ 1.586,94, em 2010, e de R$ 1.661,57, em 2011. Experimentou, portanto, um crescimento de 4,7%. Já entre as trabalhadoras pretas e pardas, observa-se uma evolução do rendimento de R$ 887,09, em agosto de 2010, para R$ 920,18, em 2011, representando um acréscimo de 3,7%. Comparado com o mês de julho de 2011, o rendimento médio evoluiu em 2,4%, para o segmento da PEA feminina preta e parda e recuou em 0,5% para a PEA feminina branca.

Em agosto de 2011, a diferença de remuneração entre a PEA masculina foi de 86,7%, favorecendo os homens brancos em relação aos homens pretos e pardos. No mesmo período, a diferença de remuneração entre a PEA feminina foi de 80,5%, a favor das mulheres brancas. Os dois hiatos, no entanto, diminuíram em relação ao ano anterior, quando a diferença entre os homens foi de 95,2% e, entre as mulheres, foi de 78,8%.

Quanto ao desemprego aberto (pessoas desocupadas que estão procurando trabalho), nas seis maiores regiões metropolitanas, em agosto de 2011, observa-se uma proporção em relação à PEA de 6,0%, pouco menor do que a taxa verificada em 2010, de 6,7%.

A menor taxa de desemprego aberto é observada no segmento da PEA representado pelos homens brancos (4,1%), seguida da taxa de 5,3%, entre homens pretos e pardos, de 6,3%, entre as mulheres brancas, e de 9,3%, a maior no segmento representado pelas mulheres pretas e pardas.

Em relação a agosto de 2010, a situação não se alterou. A menor taxa de desemprego aberto foi, igualmente, a do segmento da PEA representado por homens brancos (4,4%), seguido pelo dos homens pretos e pardos (6%), das mulheres brancas (6,8%) e, a maior, entre as mulheres pretas e pardas (10,7%).

A desigualdade é um problema grave que aflige à maior parte da população brasileira. Pelos dados apurados na Sinopse do mais recente Censo Demográfico do IBGE, em 2010, a população residente no Brasil era 190,8 milhões de pessoas. Destes, 96,8 milhões se autodeclararam pretos ou pardos, equivalentes a 50,7% do total. Comparado com os dados do Censo Demográfico 2000, a participação deste segmento da população era de 44,7%.

Paulo Márcio de Mello
Servidor público professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

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