COP28 – a ‘corrida’ pelo clima precisa acelerar

A urgência da COP28 em acelerar ações climáticas globais.

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COP28 campaing
Foto: Race to Zero

Adentramos o mês de dezembro com expectativas de que, no futuro, apesar das mudanças climáticas estarem ocorrendo em um ritmo mais acelerado, ainda possa haver esperanças para as novas gerações. A compreensão de que a ação climática assegura benefícios econômicos, mitiga riscos e que a construção da resiliência é fundamental para enfrentar o aumento da temperatura é o pilar da COP28 nesse final de ano em Dubai.

Metas ousadas de zero líquido e redução de 50% das emissões globais até 2030, a fim de limitar o aquecimento global a 1,5ºC em relação à era pré-industrial, são incentivadas na COP28 – 28ª Conferência de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU), que ocorre entre 30 de novembro até o dia 12 de dezembro.

Está em debate como colocar em prática as ações previstas no Acordo de Paris de 2015 e debatidas nas reuniões seguintes, especialmente na COP27, quando restou claro que as ações adotadas até então eram insuficientes para conter o aquecimento global, apesar do comprometimento de vários países. Nessas reuniões, foi pactuado que cada país deveria estabelecer metas de redução de emissões e gases de efeito estufa (NDCs) com a devida transparência, a serem revistas a cada cinco anos, e que haveria aumento dos esforços para a mitigação; ficou estabelecido o financiamento climático dos países desenvolvidos para aqueles em desenvolvimento, e que novas tecnologias seriam compartilhadas para o desenvolvimento energético.

Mas tudo isso vem ocorrendo em ritmo mais lento do que o necessário e ainda agravado pelo aumento das emissões de gases de efeito estufa em todo o mundo, segundo medições das estações da rede Global Atmosphere Watch da OMM. Por isso, a COP28 tem o compromisso com a “Corrida Zero” e a “Corrida para a Resiliência”.

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A COP 28 anuncia que o mundo está em uma verdadeira corrida contra o tempo, na qual todos ganhamos ou perdemos. Um mundo zero carbono e resiliente, mais saudável, seguro e mais justo. Nessa campanha “Race to Zero” e “Race to Resilience”, todos precisam participar. Adesões amplas estão sendo formadas por empresas, cidades, regiões, instituições financeiras educacionais e de saúde. Os critérios e a sua implementação para as organizações entrarem nessa “corrida” para uma economia sustentável podem ser acessados no Relatório Síntese (in Summary-of-and-reflections-on-Race-to-Zero-criteria-consultations-2022-2 PDF) e no Guia de interpretação: (EPRG-interpretation-guide PDF (climatechampions.unfccc.int).

Johan Falk, CEO e cofundador da Exponential Roadmap Initiative, declarou que “A Race to Zero conduziu uma gama diversificada de atores em direção a um objetivo comum. Para proporcionar uma mudança exponencial – temos de ver ações aceleradas e soluções ampliadas para cumprir o objetivo crítico de reduzir para a metade as emissões globais até 2030”.

A campanha “Race do Resilience”, lançada em 2021, visa a sobrevivência de cerca de 4 bilhões de pessoas vulneráveis ao redor do mundo para que sobrevivam e prosperem apesar dos eventos climáticos extremos. O progresso obtido pode ser visto por meio do seguinte relatório: (in Race-to-Zero-Race-to-Resilience-Progress-Report PDF).

Essas campanhas estão sendo discutidas na COP28 e abraçadas também pelos jovens que formam organizações como a Green África Youth Organization, que se dedicam a soluções para pressionar e desenvolver soluções para o meio ambiente, inclusive fomentando maior atuação da educação pública em matéria ambiental. Além disso, procuram empoderar as pessoas na construção de soluções resilientes com iniciativas como The Resilient Planet Initiative, que pode também ser acessado para maiores informações. Também houve a adesão de universidades ao redor do mundo, inclusive a Universidade de Dubai, com redução de emissões e planos de transição. Da mesma forma, o setor marítimo especialmente na África aderiu à campanha alinhada ao plano de descarbonização da International Maritime Organization’s (IMO).

Os relatórios demonstram que as ações precisam avançar ainda mais e todas as forças da sociedade devem se unir para esse progresso. Precisamos fazer a nossa parte. Não basta proteger o meio ambiente; é necessário procurar soluções para mitigar a poluição das águas, das praias, reciclagem e lixões, emissão de carbono, cidades e campos sustentáveis; enfim, é necessário plantar para colher no futuro.

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