Corda bamba

O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-RJ) faz nesta segunda-feira, às 12h30, a entrega do troféu “O Equilibrista 1988” a Concetto Mazzarella, presidente da Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto (Andima). Mazzarella foi eleito pelo Conselho Diretor do Ibef-RJ como O Executivo do Ano. O evento ocorrerá em paralelo ao almoço-palestra “Plano Real – Cinco Anos de Estabilidade e os Desafios da Política Monetária”, no Jockey Club (Av. Presidente Antonio Carlos, 501/11º andar). O troféu é oferecido desde 1985 e no ano passado foi de Fernando Souza Pinto, que está tendo que exibir suas qualidades de equilibrista na Varig.

Carro x doença
Os US$ 700 milhões emprestados pelo BNDES à Ford para que a multinacional se instalasse na Bahia continuam atravessados como espinha na garganta dos 6 mil agentes de combate à dengue dispensados pela Fundação Nacional de Saúde. Pelos cálculos dos agentes, o dinheiro seria suficiente para manter programa de prevenção àquela doença por 14 anos.

Autonomia
A China é o quarto país em termos de comércio exterior. A soma de importações e exportações chinesas só perde para os Estados Unidos, Japão e Alemanha. Este posto já foi ocupado, na década de 80 pelo Brasil. Os chineses comemoram o aumento (4,2%) das exportações em maio, com superávit de quase US$ 2 bilhões, sem precisar, por enquanto, desvalorizar sua moeda. E não demonstram a menor pressa em aderir à Organização Mundial de Comércio (OMC). Sabem que, nos termos atuais, entrar para a OMC é muito parecido com o café da manhã da galinha com o porco: a primeira entra com os ovos e o segundo com o presunto…

Símbolos
O povo brasileiro vai de vento em popa: depois do frango ter sido o símbolo da prosperidade do Plano Real, seguido pelo iogurte, agora chegou a vez do celular – garantia de FH.

Marionete
Carlos Eduardo de Carvalho, economista e professor (PUC-SP), aponta, em entrevista ao Jornal dos Economistas do Corecon, alguns dos motivos pelos quais o Brasil não deve nem sequer pensar na idéia da dolarização da economia. Em um trecho, afirma que a proposta “imobilizaria a ação do Estado brasileiro em uma escala que nunca conhecemos”. Além disso, segundo o especialista, o país seria obrigado a abrir mão de toda a sua estrutura de regulação e assumir uma posição de dependência explícita em relação aos Estados Unidos.

Vendaval
A desvalorização do real cortou pela metade o patrimônio dos brasileiros bilionários. A conclusão é da revista norte-americana Forbes, que anualmente publica a relação com os homens mais ricos do mundo. Só entra na lista quem tem mais de US$ 1 bilhão. Apesar da queda do patrimônio quando transformado para dólares, o número de brasileiros na relação mais que dobrou: eram três na edição de 1998 (Roberto Marinho, Antônio Ermírio de Moraes e família e Julio Bozano), passando para oito em 1999 (entraram Aloysio de Andrade Faria, Dirce Camargo e família, Abílio Diniz e família, José Cutrale e família e Gastão Vidigal). A queda do valor do real não é a única explicação para a mudança nos patrimônios do bilionários brasileiros. A fortuna da família Marinho, por exemplo, que a Forbes estimava em US$ 6,3 bilhões, agora é avaliada em US$ 1,8 bilhão. A revista cita que a Globo, carregando débitos em moeda forte, foi atingida pelas mudanças na economia brasileira.

De olho no exterior
A surpreendente união da Brahma com a Antarctica tem uma intenção não declarada até agora pelos executivos das duas maiores cervejarias do país. A AmBev passará a ser a terceira maior produtora de cerveja no mundo. No Brasil, bebida e fumo são as atividades que mais pagam Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). No caso específico das cervejarias a alíquota é de 40%. Como quem exporta nesse segmento não paga o referido tributo (o governo concede crédito sobre ele), o mercado externo será o grande alvo da nova multinacional brasileira. A receita futura da AmBev será brutal e, como conseqüência, obterá enormes dividendos.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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